FMX, o novo pesado da Volvo




Produto que se encaixa nas principais atividades fora de estrada da América Latina, o FMX chega para substituir o modelo FM na mineração, transporte de cana e madeira e serviços em obras. Entre as novidades da montadora consta também a nova linha FM, com destaque para a cabine atualizada e a oferta de dispositivos de segurança

Desenvolvido para aplicação na mineração, construção e também em outras operações que necessitem de veículos preparados para terrenos fora de estrada, o Volvo FMX – apresentado ao público durante a 63ª edição da IAA, em Hannover/Alemanha, no mês de setembro – acaba de ser lançado também para os mercados da América do Sul. O local escolhido pela Volvo do Brasil para apresentar o novo caminhão, e também outras novidades da marca, foi uma pedreira no Peru, a Cantera de Caliza Pucara, uma das maiores minas de calcário daquele país, e na qual já operam dezenas de veículos pesados da marca.

Apesar de ter sua produção na fábrica da Volvo de Curitiba/PR prevista para o final deste ano, o modelo FMX foi lançado no Peru devido a fatores como a liderança da marca no mercado peruano, onde detém participação de 23% do segmento na faixa de 16 toneladas e de 30% entre os pesados. “A participação nos últimos três anos tem sido de 65%, apenas nos sites de mineração, sendo que os caminhões operam 24 horas por dia e contam com serviço de atendimento nas próprias minas”, disse o diretor geral da Volvo Peru, Rolf Smedberg, acrescentando que as vendas começam em novembro, mas as entregas no Peru somente a partir de fevereiro de 2011. Na Suécia, a produção do FMX começou na segunda quinzena de setembro.

Versão 6X4, que substitui o FM, não sofreu alteração no trem de força

Das vendas totais de caminhões no Peru, cerca de 70% são de veículos vocacionais, destinados à mineração e outras aplicações fora de estrada, embora o país tenha também portos e a indústria da pesca. Smedberg acrescenta que atualmente existem 20 mil caminhões pesados Volvo operando no país, onde a marca mantém operações desde 1951, e como montadora a partir de 1959. Da frota geral em operação hoje no Peru, com idade até 40 anos, mais de 30 mil unidades são da marca sueca.

O modelo FMX chega para substituir o FM na mineração e outras atividades não rodoviárias, para isso conta com atributos que o tornam um veículo mais adequado para operações em terrenos fora de estrada. Sérgio Gomes, gerente de planejamento estratégico da Volvo do Brasil, diz que agora o caminhão ficou mais focado na aplicação, inclusive na aparência, que ganhou um visual imponente. “Quem o vê tem certeza de que se trata de um caminhão fora de estrada”, afirma. Maior vão livre do solo, grade diferenciada, para-choque produzido em aço, grade protetora dos faróis e para-sol com friso, entre outros itens identificam a aplicação do veículo. Equipado com motor de 13 litros e potência de 400, 440 e 480cv, e nas configurações 8X4 e 6X4, o FMX é destinado a cargas na faixa de 32 a 50 toneladas de PBT e equipado com caixa I-Shift para mineração e construção.

O trem de força não sofreu alteração alguma, mantendo-se, portanto, o mesmo do seu antecessor, o FM, inclusive o freio motor VEB (Volvo Engine Brake), com potências de 410cv ou 510cv. “Outra característica bastante aceita pelo mercado é o eixo traseiro, adequado para aplicações típicas e com várias relações que se adequam a todo tipo de operações vocacionais”, acrescenta Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da Volvo do Brasil. Roger Alm, presidente do Grupo Volvo na América Latina, disse na ocasião que o FMX será um novo marco da Volvo na América Latina, devido seus itens de segurança ativa, e que a produção do modelo se desenvolverá conforme as necessidades dos clientes.

Segurança ativa

Junto com o FMX, a Volvo realizou também o lançamento da nova linha do FM rodoviário, com a cabine modificada na parte externa, que lhe conferiram um visual atualizado. Indicado para o transporte de produtos químicos e combustíveis, cargas fracionadas e bens duráveis, o veículo traz também como novidade a oferta de dispositivos de segurança ativa disponibilizados até então nos modelos FH.

Entre as principais alterações visuais estão os faróis, que passaram a ser idênticos aos da linha FH e são formados por uma unidade principal e outra auxiliar. Na principal encontram-se os faróis alto e baixo, luz de posição e pisca, enquanto na unidade auxiliar estão o farol de milha, de neblina e também o farol de conversão, o qual ilumina para a direção em que o veículo está seguindo. Os espelhos retrovisores passaram a ter menor curvatura e campo de visão mais amplo, mantendo a opção de ajuste elétrico e anti-embaçamento.

Outra novidade da linha FM são os itens de segurança ativa, como ESP, dispositivo que reduz a possibilidade de derrapagem e capotagem em curvas fechadas e quando a velocidade do veículo é incompatível com as curvas. Se o caminhão entra muito rápido numa curva, com velocidade superior à necessária, o sistema reduz automaticamente o torque do motor e o freio atua individualmente em cada roda, conforme a necessidade, para prevenir o acidente.

Também está disponível para o FM rodoviário o ACC, mecanismo que ajuda o motorista a manter o caminhão a uma distância segura do veículo que segue à sua frente. O equipamento utiliza um radar de última geração que funciona na aceleração e nas frenagens, reduzindo o risco de uma eventual colisão com o veículo da frente. Outro item é o LCS, um radar que informa ao carreteiro se existe algum objeto do lado direito do caminhão antes de ele trocar de faixa de rolamento. O veículo oferece ainda a opção do Alcolock, um bafômetro instalado dentro da cabine e que mede a quantidade de álcool na respiração do motorista e, em caso de excesso, impede a partida do motor.

Motor de 11 litros

Com PBT de 32 a 35 toneladas, a versão FMX com motor de 11 litros e 370cv de potência se posiciona como um veículo para aplicações intermediárias entre o Volvo VM 6X4, com motor de 310cv, e o FMX equipado com propulsor de 13 litros. Um novo nicho de mercado, conforme explica Bernardo Fedalto Jr, gerente de caminhões da linha F. Com redução no cubo o veículo tem CMT de 100 toneladas ou de 60 toneladas sem redução no cubo. Bernardo Fedalto acrescenta que o modelo se destina a condições operacionais mais estruturadas e cita como exemplo a atuação na cana-de-açúcar tracionando implementos do tipo Romeu-e-Julieta em topografias acidentadas. “Pode ser aplicado também para o uso com caçambas de 14 metros cúbicos e betoneiras na construção, além dos segmentos de madeira e guindastes”, explica.

Fonte: Revista O Carreteiro




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