Indústria de implementos rodoviários comemora desempenho de 2011




Os fabricantes de implementos rodoviários (reboques, semirreboques, carrocerias sobre chassis, 3º eixos, bitrens e rodotrens) – que respondem por 68.000 empregos diretos e indiretos – estão comemorando o excelente desempenho do setor durante o exercício de 2011.

De acordo com Cesar Pissetti, vice-presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), a indústria está encerrando o exercício com vendas 7,5% maiores do que as registradas no ano anterior.

Pissetti acredita que o setor deve emplacar até o final de dezembro cerca de 183 mil unidades, contra os 170 mil implementos emplacados em 2010. Com esse resultado, a indústria deve faturar cerca de R$7,5 bilhões, ante os R$ 6,8 bilhões de 2010 (considerando-se as vendas dos equipamentos completos e peças).

Influência positiva

Segundo ele, o resultado global da indústria foi impulsionado pelo bom comportamento do agronegócio e o pelo preço das commodities agrícolas, que ajudou os produtores brasileiros a se capitalizarem e realizarem investimentos. Outro fator considerado muito positivo, o qual deve continuar influindo positivamente nos próximos anos é o aquecimento do mercado da construção civil (impulsionado pelas obras do PAC I e II), não esquecendo as obras preparatórias para Copa 2014, Olimpíada em 2016, Pré-Sal e outros. A disponibilidade de crédito (Finame e PSI) a juros e prazos acessíveis, também refletiu, assim como os investimentos em infraestrutura no Brasil, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) com alíquota igual a 0%, aumento quantitativo e do poder aquisitivo da classe média e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Influência negativa

O desempenho dos fabricantes de implementos rodoviários poderia ter sido melhor não fossem alguns fatores que contribuíram negativamente para o resultado. Entre eles, Pissetti menciona a: inflação acima da meta; tendência de desaceleração do consumo pelo alto endividamento; lenta recuperação americana e crise na região do Euro; baixa competitividade brasileira devido câmbio; aumento de preços devido obrigatoriedade de caminhão 6×4 para bitrem e protetor lateral para semirreboques; infraestrutura e logística deficientes; falta de clareza no Programa Brasil Maior e escassez de mão-de-obra qualificada.

Dos emplacamentos esperados para 2011, Pissetti estima que os implementos da linha pesada deverão responder por 57 mil unidades e os da linha leve por 126 mil unidades. “As exportações serão responsáveis por aproximadamente 5.000 unidades de linha pesada, ante as 4.468 unidades exportadas em 2010”, diz o vice-presidente do SIMEFRE.

Perspectivas para 2012

No entender do vice-presidente do SIMEFRE, a indústria fabricante de implementos rodoviários trabalha com perspectivas bastante positivas para 2012. Os fabricantes deverão emplacar cerca de 193 mil unidades (linha leve e pesada), resultado que será 5,4% maior do que os 183 mil implementos projetados para 2011 no mercado interno.

A previsão para exportação em 2012 fica em torno de 5000 unidades de linha pesada, repetindo 2011. Com este resultado, o faturamento das empresas da área deverá ser da ordem de R$ 7,9 bilhões.

Quando dividimos a expectativa de 2012 por linha de produtos, projetamos para o segmento de reboques e semirreboques, o emplacamento de 58,5 mil unidades, com crescimento de 2,6% sobre as 57 mil de 2011. Já as carroçarias sobre chassis responderão por 134,5 mil unidades, crescendo 6,7% sobre as 126 mil unidades emplacadas no exercício que termina.

Os fatores que poderão influenciar positiva e negativamente o setor em 2012 são basicamente os mesmos dos registrados nos dois últimos anos.

Fonte: Portal SEGS




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