Copa no Brasil deve aquecer o setor de veículos comerciais

A produção brasileira de veículos totalizou 3,4 milhões de unidades no ano passado. Isso representa um aumento de 0,7% em relação a 2010, conforme dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O destaque do ano, no entanto, ficou por conta dos segmentos de veículos comerciais leves e ônibus, que tiveram expansão significativa dos licenciamentos (13,8% e 22%, respectivamente), mostrando que as montadoras já estão se preparando para a demanda provocada pelos eventos esportivos no País, principalmente a Copa de 2014.

“O mercado para a Copa do Mundo deve ficar bastante aquecido, gerando uma demanda de cerca de 5 mil veículos pesados. Queremos 40% desse montante”, afirmou ao DCI o presidente da Volvo Bus no Brasil, Luiz Carlos Pimenta. Ele ressalta que as prefeituras já estão desenhando os seus corredores para abrigar o chamado BRT – que é traduzido para o português como Serviço de Ônibus Rápido. “Estamos disputando licitações”, diz Pimenta.

O mercado de comerciais leves e ônibus é um bom termômetro de como anda a demanda de veículos para os eventos esportivos. De acordo com a Anfavea, o número de veículos comerciais leves, muito utilizados para transporte de mercadorias em grandes centros, chegou a 778,4 mil unidades licenciadas. Já o segmento de ônibus teve 34,6 mil veículos vendidos no ano passado.

A Mercedes-Benz, que viu seu market share no segmento de ônibus encolher com a forte entrada de empresas como a MAN Latin America, comercializou cerca de 14,9 mil chassis em 2011, aumento de 4,1% do que no ano anterior. Já a MAN Latin America, subsidiária do Grupo Volkswagen, vendeu 11,1 mil ônibus no ano passado, aumento de 48,1% na mesma base de comparação.

A Volvo, que vem apresentando considerável crescimento nos últimos anos nesse nicho, comercializou 1,35 mil ônibus em 2011, aumento de 140,2% em relação ao ano anterior. “Tivemos um crescimento significativo no ano passado em razão do período pré-eleitoral, pois em 2012 as prefeituras não poderão realizar licitações”, afirmou Pimenta.

O gerente-executivo de Vendas de Ônibus da Scania Brasil, Wilson Pereira, afirma que os trabalhos já começaram dentro da montadora visando a demanda dos jogos da Copa. “Se tivermos um crescimento de 10% das vendas, para nós já será muito bom”, disse. Segundo dados da Anfavea, 1,39 mil chassis de ônibus da marca foram vendidos em 2011, aumento de 38,6% na comparação com o ano anterior. A Iveco também apresentou crescimento considerável em 2011, de 176,4%, totalizando 1,39 mil ônibus vendidos.

Comerciais leves

A Volkswagen pode comemorar os números de 2011 no segmento de comerciais leves. A montadora comercializou 112,8 mil unidades no ano passado, crescimento de 17,2% em relação a 2010. Já a Mercedes-Benz licenciou 6,3 mil comerciais leves em 2011, aumento de 8% na mesma base de comparação. Já a Iveco quase dobrou suas vendas no ano passado, passando de 3,4 mil unidades para 4,9 mil.

Veículos leves

As vendas totais de veículos – leves e pesados – no mês de dezembro somaram 348,4 mil unidades, volume que representa um crescimento de 8,4% em relação ao mês imediatamente anterior, segundo a Anfavea. Na comparação com dezembro de 2010, houve queda de 8,7%.

Esse total das vendas considera os negócios não apenas com veículos nacionais, mas também com os importados, que, mesmo com o aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), tiveram aumento de participação no mercado interno, de 18,8%, em 2010, para 23,6% em 2011. As exportações de veículos somaram US$ 12,3 bilhões no ano passado, crescimento de 16,8% em comparação a 2010, quando essa cifra era de cerca de US$ 10,5 bilhões.

A demanda aquecida no Brasil se reflete entre os vizinhos do Mercosul. Segundo a Associação de Fábricas de Automotores da Argentina (Adefa), as exportações totais da indústria local retrocederam 11,4%, para 35,5 mil unidades, em dezembro, mas ao longo dos 12 meses do ano passado acumularam alta de 13,1%, para 506,7 mil unidades. O mercado brasileiro absorveu 80% do total exportado pela Argentina e, 2011.

O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, disse na última coletiva de imprensa da entidade, em dezembro, que em 2012 a indústria deve crescer cerca de 5%.

Fonte: DCI

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