Frete sobe 15% neste início de ano em MT




Transporte rodoviário de carga deve encarecer 15% neste início de ano em comparação com os preços praticados em 2011, segundo estimativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso (Sindmat).

Além da sazonalidade do aumento da demanda ocasionada pelo início da colheita da soja a partir de fevereiro, o reajuste do óleo diesel, mão de obra e preços dos caminhões são variáveis que contribuem para onerar os custos, conforme o diretor-executivo da entidade, Gilvando Alves de Lima.

Pelos preços atuais são cobrados R$ 85 pela tonelada de grãos transportada por meio de caminhões desde o Médio-Norte mato-grossense até a região de Alto Araguaia, de onde a produção agrícola é escoada para fora do Estado pela extensão da Ferrovia Vicente Vuolo (Ferronorte).

Trecho de cerca de 830 km funciona como um balizador dos preços do transporte rodoviário de carga no Estado, que devem alcançar R$ 104 no auge da colheita da soja, previsto para meados de fevereiro.

No ano passado, na mesma época, o maior preço registrado foi de R$ 100 pela tonelada transportada. Considerando os preços atuais, a alta este ano pode ser de 22%. Para o trecho entre Sorriso e Rondonópolis, o custo atual do frete pela tonelada transportada é de R$ 55, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Diretor de uma transportadora, Dirceu Capeleto, observa que por causa da demanda sazonal durante a safra é característico que os preços do frete aumentem até 40% no 1º trimestre em Mato Grosso, em comparação com o restante do ano. “De setembro em diante, principalmente, o frete desce muito e alguns até operam no prejuízo”.

Na avaliação do representante da transportadora, o reajuste médio deve fechar 2012 em 5,5%, conforme tabela tarifária da Agência Nacional de Transporte de Cargas (ANTC), incluindo custos variáveis e fixos, inclusive alguns novos, como a taxa de aferição de tacógrafo.

Outro aspecto que pode contribuir para o reajuste, acrescenta o diretor do Sindmat, é a aplicação da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) no transporte intermunicipal. “Vai ter um ônus dentro do próprio Estado, por isso estamos encaminhando um documento, em caráter emergencial, para buscar um entendimento com a fiscalização”.

Fonte: Intelog




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