Transporte rodoviário mantém a liderança no próximo século

Não é novidade para ninguém que no Brasil o modal rodoviário prevalece sobre as demais formas de transporte. Embora se fale na substituição deste sistema, o caminhão tem se mostrado imbatível, principalmente quando se refere a países emergentes, onde a venda de veículos pesados cresce acompanhando a economia pujante.

A afirmação vem do administrador Luiz Carlos Paraguassu, vice-presidente da FENABRAVE-RS e superintendente do Grupo Bivel representante da marca Iveco no Estado gaúcho.

Para o dirigente que já esteve a frente da indústria de caminhões e hoje atua junto a rede de distribuição, o futuro do transporte de cargas, depois da privatização das ferrovias, a modernização dos portos e a propagação de estradas com pedágios poderiam alterar o domínio do caminhão como líder da matriz de transporte.

Independente do trabalho sério em promover outros modais, é certo que, não haverá uma substituição expressiva dos caminhões, pelo menos no próximo século.

Segundo Paraguassu, os veículos pesados estarão cada vez mais econômicos e menos poluentes e esta evolução tecnológica deve continuar.

Este ano o Brasil passou a utilizar o Diesel S50, com ganhos ambientais significativos e a expectativa é que uma nova fase do programa de redução de poluentes entre em vigor em janeiro de 2013 com a chegada do novo combustível, ainda menos poluente, o S10.

Além disso, a vida longa do caminhão é assegurada quando se pensa em negócios sem estoques. Muitas lojas com atuação just in time são abastecidas mais de uma vez ao dia.

O setor rodoviário de cargas deverá continuar na liderança da matriz do transporte brasileiro, apesar do rejuvenescimento dos modais ferroviário e aquaviário a partir da privatização, propulsora da competitividade.

No Brasil a freqüência de cargas fracionadas é muito grande, cerca de 60% do que é distribuído é no formato porta a porta. Quando se busca um modal são avaliadas as características da carga, volume e roteiro.

Estabelecendo relação entre as opções: o hidroviário vale para cargas específicas e longas distâncias, conta com significativo espaço quando se pensa em transporte mundial, esta modalidade é ideal para transportar grandes volumes unificados.

O modal ferroviário é um transporte específico que carrega cargas de uma ponta a outra, muito adequado para o transporte de grãos e minério.

O transporte aéreo é um modal ágil e recomendado para mercadorias de alto valor agregado, pequenos volumes e encomendas urgentes.

E mesmo estes outros meios de transportes necessitam e necessitarão do caminhão, o navio nunca buscará o insumo na lavoura, assim como o trem não busca diretamente o minério nas minas.

E acrescenta, “o caminhão possui a agilidade e faz a entrega diretamente no cliente, seja ele o comerciante ou o consumidor final, característica ausente nos outros modais que também acabam concentrando todas as atividades, o que torna mais complexa a administração.

Esse aspecto, em especial, faz com que o rodoviário não perca espaço significativo no futuro, além obviamente de contar com os menores custos fixos entre todos os modos de transporte, os transportadores rodoviários não são proprietários da estrada sobre a qual se movimentam, ao contrário as divide com veículos de passeio, comerciais leves, ônibus e motocicletas.

Investimentos em função da mobilidade beneficiam um grande número de usuários. Um caminhão constitui-se numa unidade econômica pequena e as operações em terminais não exigem equipamentos caros”.

“A hegemonia do modal rodoviário é sinal de que o país precisou e precisa crescer rapidamente, ficando os demais em segundo plano em função de necessitar de grandes investimentos para sua expansão”, completa.

Fonte: Newslog

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