Diesel S50 – Na contramão




Apesar de mais econômico, menos poluente e obrigatório, novo diesel ainda é pouco vendido no país. Porém, ANP avisa: se os postos determinados a vender o S 50 forem flagrados sem o produto podem ser multados em até R$ 2 milhões.

Embora os novos veículos a diesel, fabricados a partir de janeiro deste ano de 2012, sejam obrigados a cumprir a determinação de utilizar em seus motores um óleo (S50) com menor teor de enxofre – e, consequentemente menos poluente – menos de 10% (3.758) dos mais de 38 mil postos de combustíveis em todo o País tem o produto disponível em suas bombas.

Em Mato Grosso, 212 postos estão credenciados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), dos quais 15 estão em Rondonópolis, 13 em Várzea Grande e 11 em Cuiabá.

“O S50 começou a ser oferecido em meu posto há cerca de 25 dias”, diz Aldo Locatelli, considerado o maior revendedor de diesel em Mato Grosso, de acordo com a Revista Carga Pesada, argumentando que em outros estados o produto “já está sendo bastante usado”. Segundo ele, os caminhões da nova geração só agora começam a aparecer nas ruas, “portanto, já é uma realidade”.

Até porque os novos modelos, que começaram a ser fabricados neste ano, não podem abastecer com os antecessores do S50 – os S 500 e o S 1800, sob pena de causar danos ao motor. Foram programados para serem abastecidos apenas com diesel de baixo teor de enxofre – seja ele o S50 e S10, que está programado para chegar aos postos de combustíveis no próximo ano.

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Econômico e sustentável

“O novo combustível (S50) é econômico tanto para a nova geração quanto para gerações anteriores”, diz Elias Barbosa, prestador de serviços e proprietário de quatro caminhões – dois da geração Euro 3 (antiga) e dois da geração Euro 5.

Segundo ele, nas unidades antigas o rendimento era de 4,9 km por litro com o S500, enquanto com o S50 o rendimento passou para 5,5 km por litro. “As unidades novas também rendem 5,5 km por litro, além de aumentar a vida útil do motor em 30%. Recomendo o S50 para quem tem um caminhão da geração antiga, por que ele é mais econômico. E quem puder adquirir unidades da nova geração, não vai se arrepender, porque não só é muito econômico como é ecologicamente correto”, afirma Elias Barbosa.

Para o gerente de vendas varejo da Extra Caminhões, Fernando Garcia, a tendência é que os óleos mais poluentes saiam do mercado, cedendo lugar aos similares ao S50, embora o seu custo seja mais alto – o litro sai em média R$ 2,49 contra R$ 2,25 dos óleos comuns.

“Por enquanto, só é vendido nos postos localizados nas rodovias, mas há uma lei federal determinando que todos os postos de combustíveis que comercializam óleo diesel terão que oferecer, obrigatoriamente, o S50”.
Desenvolvido pela Petrobras, o S50 atende às exigências do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Possui 50 partes de enxofre por milhão, enquanto o seus antecessores, o S500, de coloração marrom ou alaranjada, possui 500 partes por milhão e o S1800, de coloração vermelha, apresenta 1.800 partes por milhão.

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O enxofre é considerado um elemento indesejável em qualquer combustível, por causa da ação corrosiva de seus compostos e à formação de gases tóxicos com S02 (dióxido de enxofre) e S03 (trióxido de enxofre), que ocorre durante a sua combustão.

A partir de 2013, o acordo prevê a substituição do S50 por uma versão com teor de enxofre ainda menor, o S10, com limite de 10 parte de enxofre por milhão.

Fique atento:

  • A partir de julho deste ano, será adicionado corante vermelho ao diesel S500, para diferenciá-lo do S50.
  • Veículos com tecnologia adaptada ao Proconve P7/Auro 5 não devem ser abastecidos com diesel S 500, com risco de deterioração irreversível do sistema.
  • Os donos de postos de combustíveis devem sinalizar a diferença dos óleos diesel nas bombas a fim de evitar que motoristas ou frentistas abasteçam os veículos de forma incorreta.
  • Os postos determinados a vender o diesel S50, que forem flagrados sem o produto pela fiscalização da ANP, estarão sujeitos à multa que varia de R$ 5 mil a R$ 2 milhões, segundo a Lei 9.847/99. Denúncias quanto à ausência do diesel S50 ou eventuais irregularidades podem ser encaminhadas para o Centro de Relações com o Consumidor (CRC) da ANP, pelo número 0800 970 0267. Os revendedores que tiverem dúvidas também devem procurar o CRC.

Fonte: Circuito MT




4 comentários em “Diesel S50 – Na contramão

  • 07/12/2012 em 11:07
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    Esta exigência já está caindo, haja vista que vários motores já não precisam mais do Arla. A VW já está vendendo caminhões que dispensam o Arla. Logo virão Scania, Volvo, Iveco, etc.
    O Arla encarece o frete e torna ainda mais difícil a vida do caminhoneiro.

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  • 04/08/2012 em 00:26
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    Parabens pelo site tão bem explicativo,e muito bem elaborado,com certeza me convenceu,a partir de hoje só vou usa o s 50,que realmente parece ser bem melhor que os outros oleos.um grande abraço,sargento pm jairo.

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  • 31/03/2012 em 17:33
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    tenho um mb 914 ano 1995 mecânico com 810740 kms original e gostaria de usar esse diesel s50 para ver a difereença de rendimento, porém ainda ele é muito restrito em São Paulo capital. Gostaria de ter a relação dos postos que já tenham para que possa usa-lo. Desde já agradeço e parabeniso esse progama que além de informar ele é de grande utilidade pública.

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