Mãe e filha se destacam como pilotos em pistas de testes em Tatuí, SP




“Dirigir é uma paixão desde a minha adolescência”, afirma Ângela Cândido, 42 anos. Ela é uma das sete mulheres pilotos de teste Ford Caminhões. Neste Dia Internacional da Mulher, 08 de março, Ângela afirma que tem orgulho de ser uma mulher e estar na profissão de piloto. Ela e as outras profissionais da empresa demonstram que o mercado do automobilismo também já deixou de ser palco exclusivo dos homens.

Mas, o que chama a atenção, além do fato de ser piloto de testes, é que Ângela, a moradora de Tatuí, no interior de São Paulo, não é a única da família na profissão. A filha Bruna, de 24 anos, trabalha na mesma empresa, e na mesma função.

Ângela começou o trabalho em 2005, por incentivo da família. Mas ela conta que muito antes disso, sempre foi apaixonada por direção. “Meu pai me ensinou a dirigir ainda na adolescência nas estradas rurais de onde a gente morava”, afirma.

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Um pouco mais tarde, Ângela conheceu seu futuro marido Claudio Messias da Silva, também caminhoneiro. Por volta dos anos 80, o casal começou a trabalhar com caminhão, pois adquiriu um depósito de areia. Na ocasião, eles tinham um caminhão e um basculante. Ângela se viu diante de uma grande oportunidade: transformar seu hobby em profissão. Passou a trabalhar com o marido e precisou oficializar sua condição. Habilitou-se então como motorista profissional de caminhões e carretas.

A realização profissional se completou há cinco anos quando foi contratada como piloto no campo de testes que fica em Tatuí. Segundo Ângela, foi um sonho realizado. Ela conta que no dia a dia, o trabalho consiste em dirigir e testar ao extremo os veículos. “Nós cumprimos diversas rotas dentro do campo de teste para verificar todos os itens dos carros recém lançados… É um controle de qualidade. Nessas rotas testamos capacidade do motor, velocidade, estabilidade, itens de segurança, enfim, todo que é esperado do veículo, seja ele de grande ou pequeno porte”, afirma.

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Ângela afirma que tem orgulho da profissão de escolheu. “Nunca passei por preconceitos, só elogios. Minha família, os amigos e todos que conhecem a minha história demonstram admiração”, afirma.

A filha de Ângela, Bruna, cresceu nesse mundo dos veículos devido à profissão dos pais. Ela se interessou pela profissão de piloto, e também foi contratada pela montadora. Segundo a jovem, ela também não sofreu preconceitos, mas afirma que muita gente não acredita no trabalho. “Quando comentamos o que fazemos, muita gente falar para eu parar de brincar e falar sério sobre o que faço profissionalmente”, afirma.

Fonte: Marataizes




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