Pernambuco disputa fábrica de caminhões




Pernambuco está na disputa da implantação de uma fábrica de caminhões do Grupo Man/Volkswagen, líder do mercado brasileiro de caminhões, com 30% de participação nas vendas. O conglomerado deverá anunciar até o fim do mês a construção de uma nova fábrica. O mais provável é que ela seja instalada ao lado da atual, em Resende (RJ), mas a empresa negocia também com São Paulo e Pernambuco. A empresa acredita que chegará a um entendimento com o governo carioca para uma expansão local.

Segundo informações da Secretaria de Imprensa de Pernambuco, essa negociação tem a ver com a vinda da chinesa Shacman a Pernambuco, que seria parceira da Volkswagen neste projeto. No início do mês, o diretor-executivo da Metro Shacman do Brasil, Rodrigo Texeira, esteve no Estado e afirmou que a empresa estava negociando a implantação de uma fábrica de caminhões com o governo de Pernambuco. Em entrevista, Texeira disse que o protocolo de intenções do empreendimento deveria ser assinado no final deste mês, durante visita do governador Eduardo Campos à China.

O grupo Man/Volkswagen idealizou o sistema modular de produção, em que os fornecedores atuam ao lado da linha de montagem, a companhia pretende utilizar a estrutura já montada no Rio desde 1996 para ampliar a capacidade produtiva em cerca de 50% a partir de 2014. A nova fábrica faz parte do plano de investimento de R$ 1 bilhão anunciado pelo grupo para os próximos três anos, que pode ser ampliado. “Para termos preços competitivos precisamos ter o menor custo possível”, afirma Roberto Cortes, presidente da Man/Volkswagen.

“Se o governo do Rio conseguir equacionar nossa demanda, a tendência é ficar por lá”, diz Cortes. Ele confirma, porém, estar negociando com vários outros Estados, incluindo São Paulo e Pernambuco. Se decidir pela ampliação em Resende, o grupo precisará adquirir novo terreno ao lado do atual.

A unidade de Resende tem capacidade para produzir anualmente 82 mil caminhões e ônibus, volume que será ampliado para 100 mil este ano.

Fonte: Jornal do Commércio





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