Santa Maria e Camaquã, no Rio Grande do Sul, disputam fábrica chinesa Dongfeng




Santa Maria e Camaquã, no Rio Grande do Sul, e ainda uma cidade em Santa Catarina, concorrem para se tornar sede da fábrica chinesa de caminhões Dongfeng Motor Corporation. A decisão final da empresa deve ser anunciada em 30 a 45 dias. Por enquanto, um grupo de diretores da fábrica está visitando as cidades. Eles estiveram na segunda (09) em Camaquã para ver uma área e chegaram ontem (10) a Santa Maria. A Dongfeng teria 120 mil funcionários e faturamento anual de R$ 38 bilhões, fabricando também automóveis.

As negociações para investimento no Estado começaram em maio de 2011, quando o governador Tarso Genro foi até a China. A intenção da Dongfeng é instalar uma montadora de caminhões de pequeno porte, com peças importadas e, no futuro, passar a fabricá-los no Brasil. Apesar de as negociações estarem sendo feitas pelo Estado, o governo gaúcho não se pronuncia sobre o assunto.

Hoje, a comitiva oriental deve estar em Santa Maria, para visitar o Distrito Industrial (DI). Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico de Santa Maria, Luiz Alberto Flores, uma área de 50 hectares, no DI, deve ser analisada pelos chineses. Além do terreno, a prefeitura oferece incentivos fiscais e licença ambiental.

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Segundo Flores, os investimentos devem ser de R$ 70 milhões a R$ 100 milhões e, no prazo de 12 a 18 meses, a empresa deve gerar entre 300 e 400 empregos. Se for confirmado o investimento, deve ser usada mão de obra mista, ou seja, gaúchos com treinamento de profissionais chineses.

Na estada na cidade, além de uma reunião fechada com o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB), os executivos deverão participar de um voo panorâmico pela cidade e visitar os setores de pesquisa e de engenharia da UFSM. Quanto à concorrência entre os municípios, o secretário Flores considera adversária direta a cidade catarinense.

– Nossa preocupação não é com Camaquã. Temos muito mais estrutura e incentivos do que eles. O nosso receio é com Santa Catarina, que é um Estado que possui uma política de incentivos agressiva e muito mais ágil.

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Em Camaquã, o grupo de chineses esteve no dia 9 de Abril, cidade de origem do vice-governador Beto Grill (PSB). Segundo o prefeito Ernesto Molon (PMDB), foi oferecida à empresa uma área de 35 a 40 hectares para abrigar a sede, além de terraplanagem e isenção de impostos. Conforme o prefeito, a comitiva visita hoje empresas locais, e almoça com prefeitos da região. Segundo Molon, o fato de Camaquã estar só 115 quilômetros distante de Porto Alegre e 200 quilômetros do porto de Rio Grande pode contribuir para que a cidade seja a escolhida. “É uma chance real de recebermos uma indústria deste porte. Se vier para Camaquã, melhor. Mas, se for para Santa Maria, não vejo problema”.

Os diretores da Dongfeng devem ir também a Santa Catarina.

Fonte: Pense Carros




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