Produção de caminhões tem queda de 30%




Este semestre deve terminar com uma queda de 30% na produção de caminhões em relação ao último semestre de 2011 e vendas 15% menores na mesma comparação. A expectativa é de Roberto Cortes, CEO da MAN Latin America.

O executivo entende que o empenho do governo em reduzir o custo de aquisição dos produtos Euro 5, por meio do corte do juros do BNDES Finame para 5,5% ao ano, praticamente tornou os novos caminhões equivalentes em preço aos Euro 3 que foram produzidos até dezembro passado. “Ficamos otimistas a partir daí (com o anúncio da linha de financiamento mais barata, no fim de maio). Os estoques vão cair e a atividade será retomada à medida que se fortaleçam os fundamentos da economia”, avalia. Mas Cortes projeta, contudo, que ainda levará um certo tempo para essa recuperação acontecer plenamente.

Para Cortes, um dos principais desafios para o mercado de caminhões voltar a funcionar é destravar o segmento de usados, que também depende do crédito bancário. “As operações do BNDES e bancos associados já estão funcionando bem, mas o mesmo não ocorre com bancos intermediários no financiamento de caminhões usados”, explica.

Ele esteve na ANP (Agência Nacional de Petróleo) e disse ter ficado bem impressionado com o trabalho de nomeação de postos que vendem o diesel S50 (com baixo teor de enxofre, fundamental para o bom funcionamento dos motores Euro 5), e a fiscalização sobre isso. “O diesel limpo já esta disponível em todo território, assim como o Arla (solução de ureia necessária para fazer funcional o catalisador SCR dos veículos), cujo preço caiu a nível razoável”, assegura.

Fonte: Automotive Business





Um comentário em “Produção de caminhões tem queda de 30%

  • 22/06/2012 em 20:32
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    Me desculpe quem pensa que só essa baixa de juros para 5,5% e o aumento para 120 meses vai aquecer o mercado de caminhoes, sou autonomo e tenho um LS1938/1999 e acho que esse veiculo já nao deveria estar mais rodando por já estar ultrapassado e tambem dar muita oficina, acredito somente numa soluçao para fomentar o mercado de zeros, seria o governo lançar um programa de troca subsidiando os usados, e fazer um plano especial para autonomos assim como fez com taxistas. Vejam o que me aconteceu ano passado, fui tentar trocar meu caminhao para aproveitar o juro baixo, na fip meu caminhao vale R$ 140.000,00, a mercedes teve a capacidade de oferecer R$ 70.000,00, aí fica dificil vender zero para autonomo, parece piada.

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