Estudo aponta participação de caminhões em 23% dos acidentes com mortes no Rio Grande do Sul

por Blog do Caminhoneiro

Um estudo realizado pelo Detran/RS sobre os acidentes com caminhões no Estado, disponibilizado no site da autarquia, apontou que os caminhões e os caminhões-tratores estão envolvidos em 23% dos acidentes com mortes no Rio Grande do Sul. Os veículos, no entanto, representam apenas 5% da frota gaúcha. Isso significa que a participação percentual dos caminhões nos acidentes com vítimas fatais é mais de quatro vezes seu peso percentual na frota em circulação.

Do total de 8.665 acidentes que ocorreram entre 2007 e 2011 nas ruas e estradas gaúchas, 2.017 tiveram participação de pelo menos um caminhão. Os acidentes com pelo menos um caminhão envolveram 4.467 veículos, sendo 2.220 (50%) caminhões, 754 (17%) automóveis, 509 (11%) motos e 613 (14%) reboques. Bicicletas, com 148 (3%), e caminhonetes, com 154 (3%), completam os índices. O estudo utiliza a nova metodologia utilizada pela Autarquia, que contabiliza os óbitos até 30 dias após o acidente.

O número de vítimas fatais nesses mais de 2 mil acidentes chega a 2.408 (25% do total de 9.708 vítimas) no período. Do total de 12.171 veículos envolvidos em acidentes com morte (excluindo-se bicicletas, carroças e veículos sem registro), 18% eram caminhões ou caminhões-tratores. Das 1.255 placas identificadas, 87% são de veículos com placas do Rio Grande do Sul. Mais da metade dos acidentes com caminhões foram colisões (quando os veículos se chocam de frente).

Os atropelamentos representam um número importante: 310 casos (15%). O maior número de acidentes com esse tipo de veículo aconteceu nas sextas-feiras, dia de retorno dos caminhoneiros à cidade de origem, quando acontece o maior número de vítimas fatais. Em relação ao turno, concentraram-se no período diurno (60%), ao contrário dos acidentes em geral, que ocorrem com frequência à noite e durante a madrugada.

A matriz modal do RS, baseada no transporte rodoviário, ajuda a explicar a grande participação acidentes com vítimas fatais, já que 75% das ocorrências acontecem nas rodovias. Considerando a relação do volume de cargas transportadas pelas distâncias, as rodovias são responsáveis por 85,3% do total transportado no RS, quantidade superior à brasileira, que é de 68,6%.

Para ver o estudo completo, clique AQUI.

Lei do Motorista Profissional

O Detran/RS entende que a Lei Federal nº 12.619/2012, que regulamenta a profissão de motorista do transporte de cargas e de passageiros, vai contribuir para a redução desses índices. A legislação exige dos profissionais períodos de descanso de 30 minutos a cada quatro horas, intervalo de uma hora para refeições, repouso diário de 11 horas, descanso semanal de 30h. Também proíbe a remuneração condicionada à distância percorrida, ao tempo de viagem e à quantidade de produtos transportados, entre outras medidas.

O diretor técnico do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski, avalia as novas regras como positivas, mas considera que adequações são necessárias, “como a criação de pontos de descanso, a intensificação da municipalização do trânsito, permitindo uma fiscalização mais efetiva, e também a aprovação no Senado do Estatuto dos Motoristas”.

Fonte: Detran RS

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4 comentários

jose victor 08/11/2012 - 16:27

isso é falta de sono

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jairo vidal 11/08/2012 - 02:07

E importante que se abra a caixa preta. Assim, os fatos e mitos serao postos a pratos limpos ou as claras.
O transporte e coisa seria e precisa ser levado a serio.
Mas valho-me de uma máxima popular.
Queres respeito, seja respeitoso com os teus.

Assim como os motoristas, o empresariado precisa ser regrado.
Torce que as regras da profissão e do descanso vinguem e sejam cumpridas ao pé da lei.

Pois o ônus do rebite quem paga são os contribuintes.
Pois quando um caminhão tomba, precisa de um guincho, isto tem custo, mas se esta na tarifa do usuário da rodovia alguém esta pagando.

Vamos abrir a caixa preta!!!!

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DouG 09/08/2012 - 11:29

Será pura coincidência um percentual tão alto de acidentes envolvendo caminhões?
Penso que é muita idiotice culpar apenas sinalizações ruins e falta de fiscalização, pois ninguém que dirige caminhões tem menos de 18 anos para necessitar de um adulto para mostrar o que é certo ou errado.
Minha opinião:
Existem muitos caminhoneiros folgados nas estradas, claro que tem os responsáveis, porém para cada 10 folgados, existe 1 responsável.
Caminhoneiros pensam que porque são maiores podem furar preferenciais, fechar outros motoristas, ultrapassar em locais indevidos, porque eles são maiores e quem bater neles é que vai se ferrar no final.
Caso eu tivesse porte de armas já teria feito cagada na estrada, pois certa vez estávamos eu e minha esposa em uma rodovia, quando avistei um caminhão vindo de uma bifurcação em alta velocidade, e eu sabia que ele não conseguiria parar na preferencial pela velocidade que ele vinha, e buzinei e sinalizei para que ele me visse, ele simplesmente deu três tapinhas na lateral de sua porta (gesto que todos sabemos que significa “bate aqui”), juntei no freio e o desgraçado passou tirando fina, nesse dia se eu estivesse armado juro por Deus que ele não voltaria mais para sua família, justamente por ter posto a minha em risco, e se for para alguma família chorar, que seja a dele.

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Zé Cueca 27/03/2020 - 17:18

Você demonstra toda a ignorância de um ser humano. Caminhoneiro é um cidadão como outro qualquer, tem família e é responsável. Dizer que somente 10% soa responsáveis é uma leviandade. Vejamos os acidentes com motoristas amadores nas estradas em dias de feriados perlongados, retiram os caminhões das pistas e acidentes com motorista de carros menores se acidentam normalmente e em muito mais percentual do que motoristas profissionais em caminhões!
É preciso ter cautela ao fazer uma análise dessa e ser sensato em saber que todos tanto motoristas de carro como de caminhões são seres compatíveis e cada uma desses tem os responsáveis e irresponsáveis. Estudo melhor suas estatísticas e revejam seu conceitos. Somos nós caminhoneiros que levamos os alimentos para sua mesa e para seus filhos e os nosso muitas vezes passam a necessidade de alimentação pelo baixo salário que ganhamos! Abraços, sem contar o tempo que ficamos longe deles e de nossas famílias!
É fácil, porem errado julgar sem o conhecimento da causa!

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