Blog do Caminhoneiro na fábrica da Volvo

Luis Fernando, diretor da Viação Santa Rita e Rafael Brusque

O Blog do Caminhoneiro foi convidado, juntamente com vários empresários paranaenses do transporte coletivo, à participar de uma visita para conhecer as instalações e processos de fabricação dos modernos caminhões da linha F, VM e a linha de ônibus.

Em média, a cada 15 minutos sai da linha de montagem um veículo Volvo. As linhas de montagem são modernas e rápidas, e tudo se encaixa perfeita e rapidamente, desde o chassi até a finalização do caminhão montado. São mais de 4 mil funcionários, em 3 turnos, atuando para produzir motores, caixas de câmbio e caminhões e ônibus.

Uma curiosidade, é que durante a montagem do bloco do motor 13 litros, o peso caí 60 quilos, passando de 360 para 300 quilos. Isso se deve ao sistema de perfurações, cortes e modificações que o bloco bruto passa até ser finalizado, antes da montagem completa.

Infelizmente, devido às politicas da empresa, só pude tirar fotos em um local externo da fábrica. As normas de segurança são muito rígidas, com locais próprios para caminhar, evitando qualquer risco de acidentes.

Também pude conferir a fabricação de cabines, que além de equipar os caminhões da linha de montagem, são exportadas para a Suécia. Para fabricar uma única cabine, são necessária mais de 200 placas metálicas, que depois de encaixadas e soldadas, dão forma ao que será um imponente caminhão Volvo. São, em média, seis processos de pintura, desde proteções anti-corrosão, com garantia de 5 anos, até a pintura final, que agregam mais de 14 quilos de tintas sobre a superfície metálica.

No ano passado, toda a fábrica passou por uma grande atualização, para se adequar à fabricação de caminhões Euro 5. Além disso, toda a estrutura fábril passa por ampliação, visando o crescimento das vendas nos próximos anos. O funcinamento das linhas de montagem são em sistema de U, onde o chassi, vindo semi-montado da Metalsa, entra por uma porta da fábrica, chega ao final da linha, no fundo da fábrica e retorna, pela lateral da primeira linha, para sair ao lado da porta que entrou, como produto acabado.

Gostei muito de poder ter visto “o primeiro ronco” de um FH 540 Euro 5, recém finalizado na linha de montagem, de onde seguiu para teste na pista da fábrica, com 2.2km, e que depois de rodar 20km, está liberado para venda. Se qualquer problema ocorrer nesta etapa, o caminhão retorna para ser avaliado e concertado, até ficar 100% para venda.

Obrigado a Viação Santa Rita, por ter me convidado para participar e ter essa ótima experiência, de saber como nasce um caminhão.




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