Agrale, de Caxias do Sul, vai expandir área em duas fábricas

por Blog do Caminhoneiro

Com produção atual média de 800 unidades ao mês, a Agrale está aumentando as áreas das fábricas 2 e 3, em Caxias do Sul, para atender à crescente demanda por chassis de ônibus e utilitários, além da recuperação no segmento de caminhões. A fábrica 2 ganhará mais 6 mil m2 e a 3, em torno de 1,5 mil m2, ampliação de quase 20% nas construções atuais.

O presidente Hugo Zattera destacou que na linha do utilitário Marruá a capacidade de produção, em função dos pedidos em carteira, está tomada até o início de 2013. “Desde setembro temos produzido uma média mensal de 100 unidades.” No segmento de chassis, a empresa produzirá a maior parte da encomenda de 5 mil unidades que a Marcopolo ganhou na recente licitação do programa federal Caminhos da Escola.

Zattera também lembrou que, em breve, terá início a produção do chassi de 17 toneladas, apresentado no início do mês na FetransRio. “Este produto exigirá espaço adicional em nossas linhas de montagem”, afirma. Ao contrário da maioria das empresas do setor automotivo pesado, a Agrale ampliou seu quadro com 140 novos trabalhadores, somando agora perto de 2 mil pessoas.

O presidente assinalou que a empresa teve dificuldades no primeiro semestre em razão da queda acentuada nas vendas de chassis de ônibus e caminhões pela introdução da tecnologia Euro-5. Mas desde setembro a situação se inverteu, e a diretoria já revisou as metas de faturamento para este ano. “Ao contrário de redução na comparação com 2011, como havíamos estimado, estamos projetando alta.” O novo valor é de R$ 1 bilhão de faturamento bruto, em torno de 10% acima do ano passado.

Zattera observou que a Agrale consegue crescer em um mercado dominado por multinacionais por ter decidido, em 1995, tornar-se empresa de nicho, com especialização em algumas linhas. “Optamos por atuar em setores não prioritários para as grandes companhias automotivas.”

Além do Marruá, lançado em 2004 e hoje um veículo requisitado por forças militares e pela atividade privada para aplicação em serviços pesados, a Agrale desenvolveu nos últimos anos o ônibus a gás. No Brasil, segundo Zattera, nenhuma venda, mas no Peru a frota já passa de 400 unidades. Também investiu no uso do biodiesel nos tratores e está na fase final de homologação do ônibus híbrido, além do Marruá elétrico em desenvolvimento com a Itaipu.

A Agrale, que desde 1968 produz tratores de quatro rodas, é líder de mercado no segmento de modelos destinados à pequena propriedade. Também lidera o mercado de chassis leves para ônibus, onde está presente desde 1996. Em 2012, a empresa completou 30 anos de produção de caminhões.

Fonte: Jornal do Comércio

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3 comentários

Vinicius 12/02/2013 - 14:40

Ricardo, creio que a Agrale bem poderia entrar no mercado de cavalos mecânicos, inicialmente com um modelo com potência entre 280 e 330 cv, como um cavalo de entrada, que poderia usar a mesma cabine do 14000, que tem tamanho equivalente ao do Ford Cargo. Não acredito que a concorrência seja um empecilho para que a Agrale lance um cavalo, já que ela fabrica produtos com qualidade que nada deve às multinacionais e usa os mesmos motores da maioria dos rivais, MWM e Cummins, o que torna seus caminhões equivalentes e com mesma confiabilidade mecânica e disponibilidade de peças. Acho que para que a Agrale se decida a lançar um cavalo mecânico, ela antes está procurando expandir a capacidade de sua fábrica e também aumentar o número de concessionários, coisas que um novo caminhão pesado vai demandar certamente. Feito isso, a chegada de cavalos pesados Agrale 4×2 e até 6×2 será bem-vinda, ainda mais com esse belíssimo design de cabine.

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Ricardo Asso Mendes 01/03/2013 - 18:30

Certo Vinicius. Dois aspectos importantíssimos que me faltaram analisar: aumento da capacidade produtiva e expansão da rede de concessionárias. Grato pelo retorno.

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Ricardo A. Mendes 16/10/2012 - 16:02

Um cavalo traçado com essa nova carroceria 2012 seria show de bola! Alguém sabe, por que motivos a Agrale até hoje não lançou um cavalo mecânico pesado ou extra pesado? Forte concorrência? Baixa confiabilidade dos produtos no segmento caminhões? Peças caras? Alto consumo de combustível?

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