Medidas de governo fazem efeito e interrompem queda na atividade de implementos rodoviários




De janeiro a outubro percentual ficou em 16,45% negativo, próximo ao patamar registrado anteriormente (16,92%); ANFIR defende a continuidade das condições de financiamento baixadas em agosto, de 2,5% de juros ao ano, e também a continuidade da isenção de IPI como forma de recuperar as empresas do setor

O último pacote de medidas baixado em agosto pelo Governo Federal está começando a surtir efeito na indústria de implementos rodoviários. Na ocasião, a taxa anual de juros foi reduzida para 2,5% ao ano, sendo efetivamente implementada no mercado na última semana de setembro. A queda que chegou a 16,92% de janeiro a setembro desse ano, com relação ao mesmo período de 2011, parou. De janeiro a outubro, o setor registrou desempenho negativo de 16,45%, sendo por isso considerado uma interrupção na queda.

O único resultado expressivo e positivo está no segmento Carrega Tudo, do setor de Reboques e Semirreboques, que de janeiro a outubro registrou 21,96% de crescimento com relação ao mesmo período de 2011, Todavia, a indústria de implementos rodoviários ainda não comemora. Mesmo com a interrupção de queda em outubro, a indústria segue apreensiva porque setembro foi o segundo pior mês de vendas de Reboques e Semirreboques desde 2010. No período foram comercializadas 3.648 unidades.

“As vendas na indústria de implementos rodoviários são bastante dependentes do financiamento público através do Finame e a mudança de fato já traz os primeiros efeitos positivos”, diz Alcides Braga, presidente da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários). “Porém é importante ressaltar que a conjuntura econômica também tem influência no desempenho e por isso é necessário que a economia reaja como um todo”, lembra Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial brasileira registrou queda de 1% em setembro na comparação com agosto. Em relação a setembro do ano passado, a indústria recuou 3,8%.

A ANFIR defende a extensão das regras de financiamento baixadas em agosto desse ano para todo o ano de 2013, bem com a continuidade da isenção de IPI, como forma de sustentar a retomada do setor. “A indústria precisa de regras que sejam válidas por longos períodos de forma a trazer um ambiente de estabilidade e permitir planejamento por parte de todas as empresas que compõem o setor, de fornecedores a transportadores”, afirma o presidente da ANFIR. “Sem elas, qualquer recuperação iniciada no final de 2012 poderá não seguir para o próximo ano”, adverte Braga.

Fonte: Anfir