Nas revendas

Volks 17.250

O Volkswagen 17.250 4×2 conta com um motor Cummins Interact 6.0, com 250 cv a 2 500 rpm de potência. Com o PBT de 16 000 kg, esse caminhão mais utilizado para o transporte de carga seca, produtos frigoríficados e hortifrutigranjeiros. “Não recomendo usar implementos com mais de 6,8 metros de comprimento, pois pode sobrecarregar o veículo. Antes de comprar o caminhão, a pessoa precisa ter certeza da aplicação destinada. A maior necessidade dela é carregar peso ou carga volumosa?”, ensina Marcos Cubas, vendedor da Serpova Caminhões.

O 17.250 não é considerado apenas um toco. “Este é um caminhão bem versátil, é um toco, que pode ser trucado ou cavalinho. Ele trabalha bem com tudo, pode ser engatado a qualquer carreta, inclusive de madeira, que ele anda”, diz Luiz Porcino, vendedor da Westtruck. “O 17.250 é bom para estradas, aguenta bem aclives. Tem um bom torque”, diz Porcino.

O Volkswagen 17.250 apareceu pela primeira vez na Fenatran em 2005, bem antes de a marca ser comprada pela MAN Latin America. Seu desenvolvimento veio desde a época do 16.170, caminhão procurado para coleta de lixo e transporte de bebidas, mas suas limitações de carga originaram outros modelos, o 17.220 e o 17.250, marcando o término da fase Euro 2 e partindo para a Euro 3. Um dos maiores diferenciais desse caminhão é a cabine, batizada de Constellation nas gerações mais novas. Pode ser encontrada, até mesmo hoje, nas revendas de usados, no modelo simples ou na versão leito e com teto alto.

O primeiro degrau é mais baixo no 17.250, sem precisar de um salto para alcançar a escada, que é mais larga do que as de seus antecessores. Uma pessoa com 1,95 m de altura pode ficar em pé na cabine, ou descansar no leito, geralmente equipado com uma cama com 2 m de comprimento. O banco do motorista conta com suspensão pneumática, e o do carona tem regulagem mecânica. Segundo Porcino, um item do caminhão que chama a atenção dos clientes na hora de escolher o seu veículo é o computador de bordo. O “cérebro” do caminhão informa o consumo de combustível, velocidade média, tempo total de viagem e distância rodada. “Hoje encontramos vários computadores de bordo, mas este, aliado a todos os outros componentes do 17.250 faz desse um caminhão mais completo”, diz Porcino.

A manutenção também pesa no momento da compra. Fácil, por ser todo mecânico, achar peças não é nenhum desafio, nem achar um mecânico que mexa no caminhão não é difícil. As peças não são tão caras, pois como saiu de linha a pouco tempo, ainda há produção de todos os itens do 17.250. Tudo isso contribui para que o caminhão ainda tenha um bom volume de vendas nas lojas de usados. “Procuram bastante esse modelo, porque ele vai bem com tudo. É robusto, aguenta bastante carga, vários implementos. Não consigo achar nenhum ponto negativo nesse veículo”, analisa Cubas. Depende do ano do veículo, mas os valores estão a partir de R$ 100 000.

O Volkswagen 17.250 ficou seis anos nas concessionárias de novos, enquanto a legislação permitiu. Os valores mudaram bastante no decorrer dos anos. Quando chegou, em 2005, custava R$ 101 171. Em 2006, R$ 104 300; em 2007, R$ 110 000. No seguinte, em 2008, um ano de crise, o 17.250 custava R$ 117 300, e em 2009, R$ 120 000. Em 2010, R$ 128 800, e em 2011, último ano em que esteve presente na linha de produção, fechou sua participação no mercado de novos a R$ 132 000.

Fonte: Transporte Mundial