Portos paranaenses se preparam para nova safra recorde de soja

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Com previsão de novo recorde na safra de grãos, os portos do Paraná se preparam para atender a demanda que, em 2013, deve ser intensa já a partir de janeiro. Com os terminais que atuam no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) adota medidas para que a safra escoe com segurança e tranqüilidade.

Entre as ações, está a campanha de orientação dos caminhoneiros quanto às novas rotas para a descarga. “As novas rotas começaram a valer em dezembro, mas é preciso reforçar. Por isso, vamos distribuir os mapas nas praças de pedágio e, em outdoors, lembrar que se todos fizerem sua parte, não teremos problemas durante a safra. Sem filas, garantimos o bom fluxo dos grãos e reduzimos a espera – tanto em terra quanto no mar”, afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Segundo Dividino, sem folga entre a safra de 2012 e a próxima, as medidas administrativas são essenciais. “Ainda estamos escoando a super safra de milho, pensando no recorde da próxima safra de soja. Sem intervalo, vamos mantendo o diálogo e nos alinhando com os operadores para fazer as coisas andarem. A orientação do Governador Beto Richa é fazer de tudo para que todos sejam bem atendidos durante a safra, principalmente o homem do campo que trabalha de sol a sol para ver seu produto chegar ao destino final”, completa.

Previsões

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), o Paraná deve colher, em 2013, cerca de 15,27 milhões de toneladas de soja nesta safra, plantados em cerca de 4,63 milhões de hectares. A colheita se inicia entre o final de janeiro e o início de fevereiro, tendo o pico de safra nos meses de março e abril. Até agora, cerca de 35% dessa safra já foi comercializada. No mesmo período, em 2011, esse percentual negociado antecipadamente era de 23%.

“O atual cenário é positivo para a soja de um modo geral. Os baixos estoques mundiais garantem preços firmes no médio prazo. O que deve garantir bom retorno financeiro aos produtores paranaenses”, comenta o agrônomo da Seab, Marcelo Garrido Moreira.

Operadores

A Cotriguaçu é uma das empresas que mais exportou grãos pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá em 2012. Este ano, deve fechar com um movimento em torno de 2,7 milhões de toneladas de soja, farelo e milho. Para 2013, a expectativa é de continuar quebrando recordes.

“Com maior área plantada, com uma boa evolução da semente e com a demanda internacional aquecida, principalmente devido à quebra na safra norte americana em 2012, o Brasil está cotado a ser o grande exportador de grãos. Temos que nos preparar para isso”, afirma o gerente Rodrigo Buffara Coelho.

Segundo ele, o começo de 2013 terá uma situação bastante atípica no escoamento de grãos no Porto de Paranaguá. “Temos bastante milho programado para janeiro e já temos soja, do Mato Grosso, para o final do mês. O porto e os terminais vão trabalhar direto, sem parar. Mas o importante é que estamos conseguindo manter o escoamento e a produtividade em bom ritmo”, garante.

Para atender a demanda da safra de 2013, a empresa pretende investir em eficiência na prestação de serviços de armazenagem e operação. “As nossas ações serão para proporcionar a descarga mais rápida dos produtos em Paranaguá: tanto de vagões quanto de caminhões; queremos trazer as cargas cada vez mais perto da previsão de chegada do navio, para evitar filas; e devemos investir cada vez mais em tecnologia para agilizar e dar mais segurança ao processo”, adianta o gerente.

Crescimento

Assim como a Cotriguaçu, a Interalli – outro importante operador de grãos do Porto de Paranaguá – espera um crescimento de até 20% no volume a ser movimentado, a partir de janeiro de 2013. A previsão é feita segundo os contratos já fechados. De acordo com o departamento comercial da empresa, a exportação da soja deve começar forte a partir dos primeiros dias de fevereiro. Assim deve seguir até junho, dando espaço ao volume de milho que também deve ser grande.

A empresa deve fechar 2012, com uma movimentação em torno de 2,3 milhões de toneladas dos dois grãos. Para 2013, a Interalli atuará com uma operação comercial mais estruturada. A ideia é dar preferência a situações certas para ganhar produtividade e garantir segurança e tranquilidade para todos os envolvidos. Quando falam em operações mais estruturadas, falam “em volumes e cadência previamente acordados, assim como os modais definidos e navios locados”.

Fonte: APPA





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