Indústria de implementos rodoviários sinaliza recuperação em 2013

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Embora os resultados ao longo de 2012, para a indústria de implementos rodoviários tenham sido negativos, com queda de 15,94%, em relação ao apurado em 2011, os resultados em 2013 já animam os empresários, que tem expectativas de recuperação para o setor. Segundo estimativas da ANFIR, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, serão comercializadas 171 mil unidades em 2013, o que representa um crescimento de 6,59% frente o resultado de 2012. Já em janeiro passado, foram emplacados 13,6 mil equipamentos, crescimento de 5% frente o mesmo mês de 2012.

Em 2012, o mercado interno absorveu no ano passado 160.414 unidades, contra 190.823 comercializadas em 2011. O segmento Leve (Carroceria sobre chassis) registrou queda de 17,9% com relação ao resultado de 2011 totalizando 107.871 unidades vendidas, ante 131.382 do ano anterior. No segmento Pesado (Reboques e semirreboques) a retração de mercado foi de 11,6%: 52.543 unidades em 2012, ante 59.441 produtos em 2011.

De acordo com análise da ANFIR, a queda nas vendas ocorreu por conta da alteração constante nas regras de financiamento e o desempenho econômico abaixo do esperado. “No início de 2012 a economia não respondia como o governo esperava e para dar apoio à indústria o Ministério da Fazenda baixou mais de um pacote de benefícios”, conta Alcides Braga, presidente da ANFIR. Todavia, ao contrário do efeito imediato nas vendas de carros de passeio, ocorrido logo após a redução do IPI, o mesmo não aconteceu no mercado de implementos rodoviários: a mudança na taxa de juros do Finame PSI levou mais tempo para ser absorvida pelo mercado.

Para a associação, os clientes do setor aguardam a publicação das portarias oficiais do BNDES com regras para liberação do dinheiro público. Como foram três pacotes (abril, mai e agosto), na sequência as vendas ficaram paralisadas. “As vendas na indústria de implementos rodoviários são bastante dependentes do financiamento público através do Finame”, explica Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR.

Projeções otimistas

O ano que praticamente começou está sendo visto com bons olhos para a indústria automotiva, transportadores, e tambem pela ANFIR. A expectativa do setor de implementos, é encerrar o ano com crescimento de 6,59%. Isso representa 171 mil unidades vendidas, sendo 55 mil no segmento pesado e 116 mil no segmento leve.

Para a ANFIR, a definição com clareza das regras para o programa Finame PSI, que terá taxa de juros anuais de 3% até 30 de junho, passando em seguida para 4% até 31 de dezembro, propicia um ambiente favorável aos clientes. “Quanto mais estável o programa de financiamento melhor para o planejamento de aquisição de implementos rodoviários”, explica o presidente da ANFIR.

Além disso, o anúncio feito pelo governo federal no final de 2012 de medidas destinadas a beneficiar o setor da construção civil: substituição da contribuição de 20% sobre a folha de pagamento por outra de 2% sobre faturamento. O efeito positivo que se espera dessa medida é movimentar em progressão outros setores da economia, ampliando a demanda por transporte de carga e dessa forma influindo positivamente no desempenho da indústria de implementos rodoviários.

Para o setor de pesados, por conta das obras para os grandes eventos que ocorrerão no país, já existe demanda programada de implementos. “Nosso setor para pesados tem carteira para três meses, um prazo confortável”, Braga.

Fonte: Frota Online





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