Scania vai ampliar unidade e fazer área de pintura

Scania R 620 6x4 Highline

A Scania Latin America vai ampliar em 7% a capacidade de produção de caminhões e chassis de ônibus de sua fábrica de São Bernardo, de 28 mil unidades anuais para 30 mil, e também fazer investimento expressivo em nova área de pintura na unidade fabril.

Área pública de 25,4 mil m² – anexa ao complexo fabril -, que foi repassada à montadora por meio de projeto de lei do Executivo, aprovado pela Câmara em março de 2011, será destinada a receber a ampliação industrial da Scania, informou o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Jefferson da Conceição.

Como contrapartida à cessão do terreno pela administração municipal, a companhia executa obras viárias nas avenidas Álvaro Guimarães e José Odorizzi e é responsável pela construção de alça de acesso no viaduto Tereza Delta.

A expansão da fábrica foi informada ontem pela direção da empresa em reunião a portas fechadas com representantes da Prefeitura na sede da montadora em São Bernardo. Conceição disse que, durante o encontro, o presidente da companhia, Per-Olov Svedlund (que assumiu o cargo em outubro) mostrou confiança em relação ao cenário econômico e ao mercado do segmento no País.

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Depois de um ano de 2012 complicado, em que as vendas de caminhões no País caíram 19,5% em relação a 2011, as perspectivas de executivos do setor se mostram mais otimistas.

Entre os fatores para isso estão a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para esses veículos ao longo deste ano e a manutenção de condições especiais da linha de financiamento Finame, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), para clientes do segmento, que terão taxa de juros de 3% ao ano no primeiro semestre e 4% ao ano no segundo.

A mudança da tecnologia em 2012, para atender novas normas, mais rígidas, de emissão de poluentes (chamada Proconve 7), também contribuiu para a queda nas vendas frente aos números do ano anterior. Isso porque muitas transportadoras anteciparam suas compras em 2011, para não terem de arcar com custos mais altos, já que os veículos produzidos sob as novas regras ficaram cerca de 15% mais caros. Agora que as empresas só podem comprar caminhões novos que atendam o Proconve 7, não há mais esse problema.

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A Scania também manifestou interesse em dois projetos da Prefeitura voltados à desenvolvimento de tecnologia: a montagem de parque tecnológico e a implantação de bureau de engenharia automotiva. Seria uma forma de atender requisito do programa Inovar-Auto, do governo federal, que estabelece a exigência de as montadoras destinarem 0,5% do faturamento em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).

Fonte: Diário do Grande ABC