A dobradinha da MAN

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O executivo Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, é um dos poucos brasileiros com mais de 1,3 milhão de milhas de voo registradas no programa de fidelidade da companhia aérea alemã Lufthansa. Com essa marca, ele recebe atendimento privilegiado nos voos e até chegou a ser eleito pela empresa como o cliente brasileiro que mais viaja para a Alemanha. De fato, o trajeto Brasil-Alemanha é praticamente uma ponte aérea para Cortes que, em determinadas épocas do ano, chega a participar de até duas reuniões semanais com a cúpula da montadora, no quartel-general de Munique. Nos últimos dois anos, um dos assuntos mais recorrentes nesses encontros foi o início da produção dos caminhões com a marca MAN no Brasil.

Até então, a empresa, atual líder no mercado nacional de caminhões e ônibus, só vendia veículos com o logotipo da Volkswagen, que é globalmente acionista majoritária da fabricante. A estratégia de trazer modelos com a marca de origem da MAN saiu do papel no ano passado, quando foi lançado no Brasil o grandalhão TGX, um caminhão capaz de transportar até 74 toneladas. O modelo, cuja versão mais barata sai por R$ 360 mil, consumiu R$ 100 milhões de investimento para começar a ser produzido na fábrica da MAN em Resende (RJ). “Posicionamos a MAN como uma divisão de produtos de alto desempenho e maior valor agregado”, afirma Cortes. “Ela é a nossa estreia no segmento de extrapesados.”

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O executivo aposta nessa categoria para expandir sua vantagem na liderança do mercado de caminhões. A meta é aumentar em pelo menos um ponto percentual sua atual participação de 27,5%, em 2013. Para isso, a companhia terá de crescer 9,5%. Trata-se de um desempenho bem acima dos 7,5% previstos para o setor pela Fenabrave, entidade que representa os distribuidores de veículos no Brasil. Apesar de ser uma marca relativamente nova nas estradas brasileiras, a MAN parece ter sido bem recebida pelos caminhoneiros. De abril a dezembro de 2012, as três versões do TGX, que já estão disponíveis no País, tiveram 1,5 mil unidades vendidas.

Até 2016, Cortes espera atingir um volume anual de cinco mil caminhões e ter uma oferta de dez configurações. O objetivo é ambicioso, levando em conta que a líder dessa categoria é a Volvo, que comercializou 7,5 mil caminhões ano passado. “Acreditamos que a chegada da MAN nos consolidará como a maior empresa do mercado”, diz Cortes. Para Thiago Costa, analista da consultoria americana IHS Automotive, trata-se de uma estratégia bastante coerente com base no desempenho promissor desse nicho. “O segmento de extrapesados está muito aquecido por conta dos projetos de infraestrutura”, afirma Costa. Segundo ele, a participação dessa categoria nas vendas gerais de caminhões subiu de 20% para 25%, nos últimos dois anos.

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Para reforçar ainda mais a imagem de alta performance e tecnologia, Cortes decidiu aproveitar os holofotes da Fórmula Truck, uma das modalidades mais populares da América do Sul. A equipe oficial da MAN Latin America, que já conta com quatro caminhões, terá também um modelo TGX. O objetivo, de acordo com ele, é reproduzir nas pistas seu modelo de negócios, que é a venda das duas marcas nas 155 concessionárias da companhia espalhadas pelo Brasil. Além disso, a experiência na competição será usada para colaborar no desenvolvimento do caminhão. “A competição sempre foi um dos maiores laboratórios para nossa equipe de engenharia e o TGX está inserido nessa estratégia”, afirma o executivo.info man vw

Fonte: IstoÉ Dinheiro




Um comentário em “A dobradinha da MAN

  • 01/10/2013 em 21:07
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    Prbns. a MAN, estou viajando com um GTX 440 da concessionária mandacaru e estou gostando muito do caminhão.

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