Comparativo: Volkswagen Amarok x Toyota Hilux

amarok - hilux

Muitas pessoas imaginam que picapes são todas iguais. Mas, a prática é bem diferente disso. Assim como nos carros, picapes médias têm características diferentes. Mesmo com proposta claramente utilitária, o cliente ainda pode escolher entre uma picape mais confortável, ou resistente para o trabalho. E é exatamente esse comparativo que trazemos nessa avaliação. Colocamos frente a frente, a Amarok da Volkswagen, que ficou conhecida com o slogan “a força da inteligência”, com a Hilux da Toyota que pode ser vista como o exemplo da pura força bruta.

A Hilux, no passado, já foi uma das líderes da categoria de picapes a diesel. Sinônimo de resistência e confiabilidade por muito tempo foi o modelo a ser superado pelas concorrentes. Já a Amarok chegou como forte aposta da VW para renovar a categoria.

As equivalências

A maior similaridade entre elas esta nas dimensões externas. A Amarok tem 5,26m de comprimento com 3,08m de entre-eixos. A Hilux é praticamente igual com 5,25m e 3,09m. As semelhanças vão além com medidas próximas no fora de estrada. O ângulo de ataque da Hilux é de 30 graus e o da Amarok 28. A altura livre em relação ao solo de 22,2cm na Toyota e 24cm na VW. E o ângulo de saída é exatamente igual para as duas, com 23 graus. Até o tanque de combustível é igual, com 80 litros em ambas.

E as semelhanças continuam. Na Hilux, a carga máxima é de 1.000 kg, enquanto na Amarok é de 1.017kg. Até o peso total delas é muito próximo, sendo 1.960kg na Toyota e 2.073kg na Volkswagen. Até aqui, as diferenças são realmente mínimas entre as picapes, quase num empate técnico.

Motores

A picape da Toyota vem equipada com um motor turbo de 3 litros com 4 cilindros – 16v à diesel. Sua potência máxima é de 171 cv à 3.600 rpm. Já a Amarok usa um motor biturbo 2 litros com 4 cilindros – 16v também à diesel, com potência máxima de 180 cv (à 4.000 rpm). O torque da Amarok é ligeiramente maior com 42,8 kgfm frente à 36,7 kgfm da concorrente. Ainda que uma pequena vantagem da picape da VW, os números continuam próximos. Mas é exatamente a partir desse ponto, que surgem duas picapes completamente diferentes, tanto para o uso pessoal, quanto para o trabalho.

As diferenças

A primeira grande diferença entre elas está na receita do câmbio. A Toyota vem equipada com um câmbio automático de cinco marchas, com acionamento da tração 4×4 e da reduzida 4×4 por uma alavanca manual. O fabricante japonês é incrivelmente conservador nesse ponto, e prefere optar pela confiabilidade desse método, no lugar da comodidade de sistemas eletrônicos.

Já a Volkswagen preferiu uma receita completamente diferente. A Amarok é a única picape da categoria a vir equipada com um sofisticado câmbio automático de oito marchas. Além disso, não existem alavancas para o sistema de tração, pois ela vem com tração integral nas 4 rodas, batizada de 4Motion.

Os sistemas de tração

Na Toyota, a picape tem tração regular apenas nas rodas traseiras. Com o acionamento da alavanca manual do 4×4 (que pode ser feito mesmo em movimento até uma velocidade de 100 km/h) a força do motor é distribuída exatamente meio a meio entre os eixos dianteiros e traseiros. E isso só deve ser feito em pisos de baixa aderência (terra, areia, lama, grama e etc). Ainda que possa também ser utilizado no asfalto molhado, a picape por perder um pouco da dirigibilidade em curvas acentuadas, por não permitir a diferença de rotação entre rodas e eixos, necessária em curvas. Para o acionamento do 4×4 reduzido, a picape deve estar totalmente parada. Adicionalmente, existe um diferencial traseiro limitado. Quando uma das rodas traseiras começa a girar em falso, ele transfere a rotação para a outra roda.

Já na Amarok a tração é integral, com distribuição padrão de 40% para o eixo dianteiro e 60% para o eixo traseiro. Um diferencial tipo “Torsen” permite que essa relação varie, para até -20% ou +20%. Assim, a força da tração pode variar de 60/40 até 20/80 entre o eixo dianteiro e traseiro. O único botão disponível para interagir com a tração da Amarok é o do diferencial traseiro. Em situações extremas, o motorista liga o bloqueio e a tração é dividida exatamente entre 50/50 nas rodas traseiras. Isso só deve ser usado em piso de baixa aderência para não danificar o sistema.

Na estrada

Na Hilux esse sistema de tração totalmente manual é uma vantagem e uma desvantagem, dependendo da situação de uso. Na estrada, por exemplo, é claramente uma desvantagem. O correto é usar no asfalto o modo 4×2. Mesmo com pista molhada, não é indicado o uso da tração. Assim, os únicos sistemas para o controle da picape são os freios com ABS e o VSC (controle de estabilidade eletrônico). Numa chuva torrencial, não é difícil ver a luz do VSC piscar, informando correções para assegurar a dirigibilidade do veículo.

Na Amarok, a tração integral é nitidamente superior a Hilux (e qualquer outra picape da categoria quando o assunto é dirigir no asfalto molhado). O fato de todas as rodas estarem tracionando, garante uma condução muito mais tranquila, pelo equilíbrio dinâmico. Ainda que a picape tenha ABS e ESP (controle de estabilidade eletrônico) é raro ver esses sistemas atuarem, mesmo nas piores condições de chuva.

E no fora da estrada

Na hora da lama de verdade a situação muda. Não é a toa que os jipeiros preferem o acionamento manual da tração. Além de garantir acoplamento real, a solução de 50/50% é melhor em situações de extrema força. Um trunfo extra da Toyota é a reduzida. Com ela, a força do motor realmente aparece. Mas fica a ressalva, que o motorista precisa saber quando usar a tração. Pois se entrar no atoleiro em 4×2 e depois tentar ligar a tração corre o risco de ficar atolado. O acoplamento manual da mais garantia para situações extremas. Muitas vezes, na lama, o que se precisa é força bruta e continua para literalmente empurrar o barro na frente do carro. E isso, a tração da Hilux com reduzida garante plenamente. E em situações de rampa íngremes, ou manobras, é preciso usar o freio de mão como apoio, já que a picape não oferece sistemas suplementares.

amarokNa Amarok, a coisa é bem diferente. Quando a Volkswagen fala em “força da inteligência”, existem motivos para isso. A picape é recheada de sistemas para o motorista não errar no fora de estrada. Pra começar, as duas primeiras marchas são mais curtas que nos câmbios normais, garantido mais força. Além disso, a Amarok traz bloqueio eletrônico de diferencial, para melhorar a tração. Outro avanço é o botão “Off Road” no console central. Com ele, a picape muda características de operação, ajustando o conjunto para o fora de estrada. Ele muda a sensibilidade do acelerador, eleva o giro do motor e coloca o freio ABS numa condição adequada para pisos escorregadios. Assim, não tem como errar, mesmo sendo um motorista inexperiente. Caso a picape esteja equipada com o ESP (equipamento opcional), soma-se o assistente para partida em subida (mantém o carro parado, sem o uso do freio de mão numa manobra) e o assistente de descida (que freia o carro automaticamente em rampas íngremes). Quase não dá para errar com a Amarok na lama.

hiluxEm situações realmente extremas, e com um motorista habilidoso, a tração da Toyota vai melhor. Afinal, em certos momentos, o que manda é a força bruta e isso falta na Amarok. Mesmo com as primeiras mais reduzidas, as vezes isso não basta. A primeira marcha da Amarok vai até 40 km/h. A segunda chega à 60 km/h. Na Hilux, com o câmbio em posição normal a primeira chega à 45 km/h e a segunda à 75 km/h. Mas com a reduzida, a primeira da Hilux vai até 20 km/h e a segunda até 30 km/h. E na Hilux, quando se coloca a primeira marcha no câmbio, ela não troca para segunda em hipótese alguma. Na Amarok, mesmo no tiptronic manual, a segunda marcha entra automaticamente no limite de giro do motor. E essa força extra da Toyota é a garantia de não faltar força no ponto extremo.

Os pneus da Toyota também são mais indicados para o uso no fora de estrada. Com medida de 265/65 R17 eles tem perfil mais alto. Na Amarok a medida é 255/60 R18, com melhor rendimento na estrada, conferindo melhor estabilidade.

As suspensões

Esse é outro ponto de larga diferença entre as duas picapes. A Hilux mostra um conjunto muito resistente e parrudo. A suspensão é dura e pronta pra receber carga pesada na caçamba. O senão disso, é o elevado desconforto para usar a picape na cidade, sem carga. O carro pula demais, obrigando os passageiros a encarar elevado desconforto.

Na Amarok é nítido o melhor conforto. Aliás, essa é a mais gostosa e macia picape de toda a categoria. Ela absorve bem as imperfeições do piso, e trata muito melhor todos a bordo. Por sua vez, esse conforto cobra o preço na resistência. Colocando a mesma quantidade de carga em ambas as caçambas (600kg), da pra ver a traseira da Volkswagen abaixar mais facilmente.

Desempenho

Esse é outro ponto de diferença expressiva. A única similaridade entre as duas picapes está na velocidade final. Em ambas, a velocidade máxima é de 180 km/h. Na aceleração de 0 à 100 km/h, a Amarok ganha por 1 segundo, precisando de 11 segundos (são 12 na Toyota).

As oito marchas do câmbio da Amarok faz dela uma picape muito mais amigável, em praticamente todas as condições normais de condução. Parece sempre haver uma marcha pronta e ideal para uma retomada de velocidade. E numa condução suave, o motor esta sempre num giro baixo, reduzindo as vibrações e ruídos no interior. A Toyota não é ruim com o câmbio de cinco, mas fica apenas dentro da média das demais picapes.

Outro detalhe é o consumo. Na estrada, com velocidade de 120 km/h com ar-condicionado ligado, a Toyota leva vantagem. O consumo médio fica na casa dos 13,5 km/l. A Amarok, mesmo com 8 marchas e um motor menor, não fez média maior que 12,5 km/l, na mesma velocidade. Porém, no trânsito urbano, a Volkswagen vai melhor. A média da Amarok cai para cerca de 10 km/l. Já a Toyota desce para 9 km/l. Nesse caso, o câmbio de mais marchas da VW, faz a diferença. É importante observar que ambos os fabricantes exigem diesel S50 ou S10.

Posição do motorista

Nesse quesito, a superioridade é nítida da picape da Volkswagen. Pra começar, ele tem um posto de comando muito mais parecido com o de um automóvel. Tem um volante menor e com ajuste de altura e profundidade na direção.

Na Toyota, o posto de comando é aquele típico de uma picape média. Além disso, a direção só tem ajuste de altura. A única vantagem da Toyota é oferecer o ajuste elétrico do banco do motorista. Na VW esse ajuste é todo manual.

Equipamentos

Cada uma delas traz uma vantagem específica no quesito. Mas a Amarok, no âmbito geral, acaba levando vantagem nesse ponto.

Ambas trazem vidros elétricos, porém a Amarok tem acionamento automático em todos os controles (Hilux só no motorista). Além disso, na Amarok, é possível abrir e fechar os vidros a distância. Ambas também estão equipadas com computador de bordo. Porém a Amarok permite medições A e B além de incluir o velocímetro digital (na Hilux, é somente uma medição).

O sistema de ar-condicionado da Amarok também é melhor. Ela é uma das únicas picapes na categoria a trazer ar-condicionado digital e automático de dupla zona e também tem sistema de recirculação automática. Na Toyota, ainda que seja digital e automático, é de simples zona.

Por fim, a vantagem da Amarok se consolida com sistema de iluminação, uma tomada de 12 volts na caçamba (indisponível na Hilux) além de uma tomada de 12 volts a mais, no interior da picape.

A única vantagem da Toyota esta no sistema de navegação por GPS. Ambas trazem o dispositivo. Porém, na Toyota a central é mais completa, com mapas mais elaborados e funções adicionais, incluindo uma que ensina o motorista a dirigir de forma mais econômica. Além disso, a conectividade na Hilux é maior com entrada USB, SD-Card e iPod. Na Amarok, só existe a entrada adicional para SD-Card. Ambas também trazem conectividade Bluetooth e tela do GPS com touch-screen.

Preços e mercado

As duas picapes avaliadas aqui correspondem às versões topo de linha, com todos os opcionais. Hilux da Toyota na versão SRV tem preço sugerido de R$ 144,1 mil. E ela já vem com todos os equipamentos mencionados nessa matéria como série.

Já a Amarok, na versão Highline, tem vários opcionais. Seu preço base é de R$ 135,3 mil. Entre os opcionais estão: o navegador – R$ 2,4 mil; o ESP – R$ 1,4 mil; rodas de 19 polegadas – R$ 1,8 mil; protetor de caçamba – R$ 1,4 mil.

Na hora de revender a picape, a Toyota da Hilux preserva melhor o seu valor. Além de maior tradição na categoria, o pacote único garante que o produto terá menor depreciação e tabelas unificadas. Já os opcionais da Amarok, dificilmente são valorizados na revenda, por não constarem nas tabelas de usados.

Fonte: BrasilTuris

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2 comentários em “Comparativo: Volkswagen Amarok x Toyota Hilux

  • 22/06/2013 em 02:51
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    hilux e a melhor ,a amarok minte entre 15km/h y 14km/H e muito pra um painel da vw ,a hilux minte entre 7km/H y 5KM/H

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  • 30/04/2013 em 12:55
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    A Amarok é uma escolha moderna para a grande maioria das situações, pois o que vejo hoje são picapes que têm caixa redutora, porém não a usam. Um vizinho meu dono de S10 nova AT, na sua anterior mecânica, relatou que duas ou três vezes em mais de três anos de uso foi engatar o 4×4.
    Sendo assim, a redutora só teria alguma utilidade para quem exige bastante do veículo. Agora, a Amarok poderia ter caixa redutora. A VW usa o mesmo sistema do Touareg que na Europa a caixa redutora é encontrada em versão top ou pacote off-road tal qual o MB ML.

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