Empresários mineiros discutiram problemas e soluções de infraestrutura para o mercado de transportes

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Com o objetivo de discutir o mercado do transporte de cargas e as perspectivas da economia e da infraestrutura para esse segmento nos próximos anos, o grupo DEVA promoveu, na DEVA Veículos, em Belo Horizonte, a Mesa Redonda DEVA/IVECO. O evento reuniu os principais clientes, frotistas, formadores de opinião, entidades de classe e imprensa para um intenso debate sobre os rumos do setor. “Queremos produzir uma reflexão construtiva sobre o transporte em Minas”, afirmou o presidente do grupo Deva, Alberto Medioli, na abertura do evento.

O secretário de Transporte e Obras Públicas de Minas Gerais, Carlos Melles, deu início ao debate apresentando as propostas do Governo de Minas para o setor nos próximos anos. De acordo com o secretário, no período de 2013 e 2014, estão previstos investimentos na ordem de R$ 7,6 bilhões. “Esse montante, somado aos R$ 3,1 bilhões do Metrô, totalizará R$ 10,7 bilhões em transporte no estado. Desse total, R$ 250 milhões serão destinados ao Plano Emergencial do Anel Rodoviário”, afirmou.

O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Minas Gerais (Setcemg), Gladstone Lobato, expôs o atual momento do setor e falou sobre a importância destes investimentos. “Nos últimos tempos não tivemos bons resultados, mas ainda assim vivemos um período de evolução, sobretudo, com a Carta Frete Eletrônica e a Lei do Motorista”, pontuou. “Mas não podemos ficar parados; ao mesmo passo em que o setor tem que se reciclar, ele precisa de apoio do poder público para crescer. O país não pode avançar sem investimentos em um setor tão estratégico para o desempenho da economia”, afirmou.

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Vander Francisco Costa, reforçou o papel determinante do transporte para o crescimento da indústria e o desenvolvimento do país. “É preciso infraestrutura. A indústria está crescendo, mas para crescer mais ela precisa de insumos que só chegam pelas rodovias. A única forma de melhorar a economia do Brasil é com investimentos do setor público no transporte”, defendeu. O dirigente também falou da importância do cumprimento da Lei do Motorista neste momento. “A Lei do Motorista não vai parar o Brasil. Todos criticam a parada do motorista, mas absurdo não é o trabalhador descansar 8 horas, e sim, ficar 30 horas parado nas filas dos portos”, afirmou. “A Lei é uma possibilidade para o setor crescer. O país vai precisar de mais caminhões, de mais motoristas e de renovar sua frota. A Lei é resultado dos esforços do setor para uma economia desenvolvida, com oportunidades de emprego e mais dignidade para o trabalhador”, finalizou.

Fonte: Divulgação