Soluções para os congestionamentos no Porto de Santos podem demorar

caminhoes em santos - fila




O trânsito na Via Anchieta e no acesso ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo, melhorou um pouco nesta quinta-feira (25), mas isso não quer dizer que os problemas acabaram. Ainda faltam pátios para os caminhoneiros estacionarem e acessos que acabem com os congestionamentos registrados durangte a semana. A solução definitiva ainda deve demorar alguns anos.

Mais de 15 mil caminhões circulam por dia no Porto de Santos. O número varia de acordo com o período. No mês passado, em meio à safra de grãos, a média foi de 20 mil ao dia. Com os veículos chegando a todo momento, o porto enfrenta um problema difícil de solucionar. Falta espaço para os caminhoneiros ficarem até a liberação para entrar nos terminais.

Os dois pátios onde eles poderiam estacionar estão em Cubatão (SP). Juntos, têm capacidade para pouco mais de 1.500 veículos por dia. Sem ter onde estacionar, os outros mais de 14 mil ficam parados nas estradas. Em março, o problema maior foi na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, no sentido de Guarujá. Nos últimos dias, o congestionamento foi em Santos, na Anchieta.

Se falta espaço, as opções são aumentar os acessos ao porto e os pátios, para que os caminhões possam ficar estacionados esperando a hora de descarregar. Mas essas são soluções que só podem vir a médio e a longo prazo.

A Codesp conseguiu do Governo Federal mais duas áreas para estacionamento. Uma no bairro Alemoa, que quando estiver pronta vai atender 600 veículos. A outra fica na Avenida Mário Covas e precisa de uma grande reforma. Enquanto isso, caminhoneiros como Leandro Freitas Beltrão não têm onde estacionar. “O terminal manda a gente vir, tem horário para carregar agendado, mas não tem pátio para guardar”, diz Leandro.

A solução para o gargalo da entrada da cidade só deve vir em 2015, com obras de acesso ao porto. A ideia da Prefeitura de Santos é, numa primeira etapa, com o custo de R$ 240 milhões, construir uma ponte entre os bairros Jardim São Manoel e Bom Retiro e ainda dois viadutos, um ligando a Anchieta com a Avenida Nossa Senhora de Fátima e outro ligando a rodovia à Rua Martins Fontes.

“O dinheiro ainda não está aqui. Existe uma liberação da Presidência, nós já estamos com os procedimentos burocráticos para fazer o convênio com a Caixa Econômica Federal e depois haverá a licitação e contratação da empresa responsável pela obra. Esse processo deve levar em torno de um ano e meio”, explica o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

Ainda existem outras alterações viárias previstas, mas para serem feitas em etapas seguintes, com o custo previsto de R$ 360 milhões.

Nesta quinta-feira, a prefeitura notificou um terminal portuário que opera grãos, no bairro Ponta da Praia, porque caminhões que aguardavam para descarregar no armazém estavam atrapalhando o trânsito na Avenida Mário Covas. Caso o problema se repita, o terminal poderá ser multado.

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Fonte: G1