Indústria de implementos rodoviários tem abril como melhor mês do ano

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A recuperação do mercado de implementos rodoviários mais uma vez se mostra presente entre os industriais do setor, conforme sinalizado pela ANFIR (Associação Nacional de Implementos Rodoviários) no início deste ano. O desempenho consolidado em abril superou todos os outros meses do ano. Entre as famílias de equipamentos, o resultado nas vendas de reboques e semirreboques segue positivo enquanto o segmento leve (carroceria sobre chassi) recupera suas vendas.

Embora o resultado do quadrimestre ainda seja negativo se comparado a 2012 (1,78%), a ANFIR mantem a tendência de crescimento. “Esse resultado indica que há tendência de crescimento no setor para 2013, confirmando as previsões feitas no início do ano”, diz Alcides Braga, presidente da associação. Em fevereiro, a ANFIR divulgou sua estimativa para 2013 de crescimento de 6,59%.

As vendas de Reboques e Semirreboques em abril foram de 6.306 unidades, resultado superior a todos os demais do ano (Janeiro 5.010, fevereiro 4.397 e março: 5.337 unidades), totalizando no quadrimestre 21.050 produtos. Dessa forma, o segmento Pesado registrou no primeiro quadrimestre do ano crescimento de 27,04%.

Em abril, o segmento de Carroceria sobre chassis comercializou 9.727 produtos. o resultado é superior aos demais do quadrimestre (janeiro 8.628, fevereiro 6.899 e março 8.356) totalizando 33.610 unidades. Todavia, o segmento Leve ainda registra variação percentual abaixo do acumulado do mesmo período do ano passado, com retração de 14%.

Primeiro trimestre aquecido. A produção da indústria brasileira cresceu 0,7% em março com relação a fevereiro segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém o crescimento em verdade está inserido em uma curva de oscilação porque houve expansão de 2,7% em janeiro e queda de 2,4% em fevereiro.

Para Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR, a oscilação entre crescimento e recuo reflete de forma moderada nas vendas de implementos rodoviários. “Os empresários de transporte avaliam o comportamento da economia para adequar suas frotas. Sem uma alta consistente não há procura imediata por produtos para atender o transporte de mercadorias e com isso uma parte das compras é adiada”, explica.

Fonte: Frota Online