Congresso analisará se atenua a Lei dos Caminhoneiros

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Menos de um ano depois de a Lei dos Caminhoneiros entrar em vigor, o Congresso começa a preparar uma mudança radical na legislação que regulamentou as jornadas de trabalho da categoria.

Fortemente influenciada pela bancada ruralista, a comissão especial da Câmara que trabalha nas mudanças começa a votar nesta semana um novo texto da lei.

Entre as propostas, que ainda terão de passar por outras comissões, está o aumento do tempo ininterrupto máximo de direção permitido, de quatro horas para seis horas, e também das horas extras diárias, de duas para quatro.

A regulamentação do tempo de direção dos caminhoneiros foi apresentada no ano passado pelo governo como forma de ajudar a reduzir os acidentes de trânsito no país.

Mas ruralistas e outras grandes empresas produtoras de mercadorias reclamam da nova lei sob o argumento de que ela aumentaria os custos de logísticas do país.

Autor do pedido para criar a comissão, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) disse que a intenção de fazer ajustes necessários foi desvirtuado.

“Só tem gente do agronegócio na comissão. Ela não é imparcial. Fizeram tudo para facilitar o lobby deles”, afirmou Leal, que faz parte de uma frente pelo transporte seguro.

O relator da comissão, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), disse que as propostas foram apresentadas após a comissão ouvir todos os lados.

O procurador do Ministério Público do Trabalho Paulo Douglas afirmou que as mudanças propostas pelo relator são um retrocesso. Flávio Benatti, presidente da NTC (Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística), diz que a lei criava condições para uma competição leal no setor, o que não será possível caso as mudanças sejam aprovadas.

Fonte: Folha de São Paulo




8 comentários em “Congresso analisará se atenua a Lei dos Caminhoneiros

  • 06/10/2013 em 13:11
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    Temos que ser unidos, porque gonverno e deputados não sabe o que nós passamos nas estradas, chega num posto não tem como parar todos lotados.

  • 03/07/2013 em 16:37
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    enquanto outras classes lutam para trabalhar menas horas e ganhar mais, motoristas profissionais querem ser cada vez mais escravo do patrão, temos que lutar pra ganhar mais e tudo no holerite recolhendo inss certo para poder um dia aposentar com dignidade, quantas vezes carreguei aki em campo grande ms pro rio de janeiro e tinha que fazer em 16 horas seguida, o que ganhei com isso nada, hoge to auxilio doença a 2 anos precisando de um transplante renal, ganhando uma mixaria.

  • 25/06/2013 em 13:43
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    Nessa , brincadeira de tantas mudanças so quem sofre somos nois , pra resumir mexe pra la mexe pra ca e as coisas fica do mesmo geito , nao agravando a todos os motorista so se reuni, em patio de posto pra falar em prostituiçaõ e caixacha se a categoria tiverse uniaõ as coisa ia mudar

  • 20/06/2013 em 09:28
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    com a nova lei e sabendo das dificuldades que nos caminhoneiros iremos passar nas maos dos fiscais,e sabendo que se teremos nossos horario e turnos de trabalho para cumprir nao poderemos ficar parando para fiscalizaçoes,pois assim perderemos um turno de trabalho,eu inventei um aparelho que vai facilitar a fiscalizaçao e ao mesmo tempo colocar todos em igualdade,pois muitos que se achao expertos nao cumprirao a lei,quem quizer ver a reportagem do aparelho esta portada no youtube como(lei de horario dos motoristas de caminhoes-materia sbt) ou www,pe na estrada.com.br materia do dia 19/05/13,gostaria que comentassem e deem suas sugestoes.Pois é para o nosso beneficio e colocar todos em igualdade

  • 19/06/2013 em 08:53
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    sem educaçao e infra estrutura essa lei tem que ser mudada mesmo nao se carrega agua em cima de peneira e nem se faz tijolo com areia

  • 18/06/2013 em 13:06
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    mais uma vez nos motoristas vamos continuar sendo escravos e mau pagos.

    • 18/06/2013 em 22:17
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      Esse é meu medo. Só que alguns não entendem, que quando se consegue um novo patamar de conquista, e logo após se “amansa” ou se “atenua” a conquista, sempre vai cair para um nível pior do que antes.
      Os motoristas de empresas mais organizadas já estão ganhando mais. E a mudança acabaria chegando, pois a lei iria mobilizar seguradoras, gerenciadoras de risco e até o embarcador, teria que entrar nos eixos.
      Mas é mais fácil reclamar do que pensar.

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