Conheça as diferenças da motorização EGR e SCR dos caminhões

scr e egr




As novas motorizações de caminhões, que atendem às normas do EURO V (Proconve P7), garantem redução de emissões de poluentes e contam com tecnologia EGR (Recirculação de Gases de Exaustão) ou SCR (Redução Catalítica Seletiva), requerem alguns cuidados para que os caminhoneiros não tenham prejuízos.

Para atender as exigências do Proconve P7 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, criado pelo conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA) ou Euro V e, assim, garantir redução das emissões de poluentes, diversas inovações foram implementadas nos motores de caminhões. Duas tecnologias foram desenvolvidas para atender os níveis de emissões do P7: EGR (Recirculação de Gases de Exaustão), que reutiliza parte dos gases de exaustão na mistura diesel e ar durante a combustão, para diminuição dos níveis de óxidos de nitrogênio, e a SCR (Redução Catalítica Seletiva), que usa o Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), solução aquosa à base de ureia no sistema de exaustão. “No Brasil, a maioria dos modelos comercializados utiliza o sistema SCR, que permite a redução de NOx por meio de reação química no catalisador e usa o Arla 32, composição de 32% de uréia e o restante de água desmineralizada”, afirma Salvador Parisi, consultor técnico da fabricante Tuper, explicando que o motorista deve abastecer em um tanque específico para o produto, que não deve ser misturado com o diesel.

Segundo Parisi, o sistema EGR funciona reutilizando parte dos gases de escape que são redirecionados para serem readmitidos juntamente com o ar de admissão. “Gases de descarga são inertes e ajudam a reduzir a temperatura da combustão diminuindo as emissões de NOx”, esclarece. Já o sistema SCR, eleva a eficiência da combustão, utilizando um catalisador e a solução de Arla 32 para que, por meio de reações químicas, ocorra a redução das emissões de NOx.

LEIA MAIS  PRF apreende 4 caminhões após constatar crime ambiental

Para que o caminhoneiro saiba quanto dispõe de Arla 32 no tanque, há um indicador no painel. Parisi alerta: “Ele não deve deixar acabar a composição no tanque já que o caminhão perderá potência, diminuindo seu desempenho. Além disso, a frequente falta da solução pode resultar em danos ao catalisador e à tubulação de escape, aumentando o custo de manutenção”.

LEIA MAIS  PRF apreende 4 caminhões após constatar crime ambiental

É preciso ter conhecimento para operar qualquer equipamento. “No caso do caminhão, o motorista deve se informar para saber que tipo de manobras pode realizar ou evitar. Basta se informar na concessionária ou no próprio manual do fabricante”, diz o consultor técnico. No entanto, segundo Parisi, dificilmente, o caminhoneiro irá conduzir o veículo sem ter conhecimento do produto já que poderá ter prejuízo pela utilização incorreta.

Fonte: Divulgação




Deixe sua opinião sobre o assunto!