MAN reduz projeção de alta de venda de caminhões no ano

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Líder no mercado de caminhões do Brasil e produtora de veículos da marca Volkswagen, a MAN revisou para baixo a projeção de crescimento do setor, considerado um dos termômetros para a retomada de investimentos no país.

A companhia avalia que as vendas devam crescer de 10% a 13% neste ano frente a 2012, ante uma estimativa inicial de alta de 15%. O motivo da revisão, segundo o vice-presidente e Vendas e Marketing da MAN Latin America, Ricardo Alouche, é a insegurança diante da crise econômica, da alta do dólar e da inflação.

“A tendência em 2013 era naturalmente melhor para o mercado, porque o governo anunciou uma série de novos investimentos em transportes, privatizações e infraestrutura, o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) ficou em zero e a taxa de Finame, mesmo subindo de 3% a 4% a partir deste mês, ainda é abaixo da inflação”, disse o executivo.

“Por outro lado, há uma insegurança no mercado, com inflação e câmbio em alta, o que deve inibir o potencial de 15% de crescimento e trazer de 10% a 13% de alta sobre o volume comercializado em 2012”, completou Alouche.

O executivo avalia que a produção de caminhões, no entanto, deva crescer este ano entre 20% e 25% sobre 2012. Isso ocorrerá porque parte da fabricação desses veículos no passado foi antecipada para 2011, quando os veículos de padrões de emissão Euro 3 ainda podiam ser produzidos. “A produção no primeiro semestre do ano passado foi bem pequena”, lembrou.

Diante de uma demanda menor do que a esperada, haverá oferta suficiente de caminhões da companhia, na avaliação de Alouche. Recentemente, a MAN ampliou a produção diária na unidade de Resende (RJ), de 240 unidades para 290 veículos. Além do agronegócio e da demanda pela infraestrutura, o vice-presidente da MAN Latin America citou ainda o crescimento das vendas de caminhões em alguns nichos de mercado, como para o transporte de lixo e distribuição de bebidas.

Ônibus

Assim como nos caminhões, as vendas de ônibus devem crescer em 2013, na esteira da retomada dos investimentos postergados no ano passado pelos empresários do setor, segundo Alouche. Apesar de um impacto inicial negativo, a onda de protestos no país, cuja pauta inicial era a redução na tarifa de ônibus, deve trazer um cenário positivo.

“Os empresários do setor estão conversando com os governos para mostrar o foco no transporte público. O mercado deve dar uma engasgada até que coisas sejam definidas, mas a retomada não deve demorar muito temo, até porque o governo quer dar resposta à população”, disse Alouche. “Já os protestos de caminhoneiros são pontuais e não vão inibir a compra (de caminhões), justamente por conta da demanda aquecida.”

Fonte: Estadão

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