Simers projeta crescimento de 30% na produção de tratores e máquinas agrícolas em 2013

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O setor de máquinas e implementos agrícolas terá um ano muito bom, contrariando a tendência que se observa na maioria dos segmentos das indústrias de transformação. “Se a gente tomar apenas a produção de tratores e máquinas agrícolas, a expectativa é de um crescimento de 30% em comparação ao ano de 2012”, informa o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier. Em relação aos demais segmentos da indústria de máquinas agrícolas, os números também são animadores, na análise do dirigente. “Isso tudo porque existe uma conjunção de fatores que nos trazem até aqui em primeiro lugar. Tivemos, especialmente no Sul do País, em 2012, uma seca que comprometeu a produção e, por conseguinte, a renda dos agricultores. Este ano, ao contrário, tivemos uma safra plena de êxito em todo o País e, em especial, a segunda safra de milho, a chamada safrinha, que bateu recorde de produção”, explica.

De acordo com Bier, o prenúncio da nova safra, que se avizinha do ponto de vista das condições climáticas, deve repetir o êxito da recém-esperada safra 2012/2013. “O preço das commodities internacionais, especialmente as agrícolas, tem se mantido num patamar razoavelmente equilibrado, o que assegura renda ao setor e também a capacidade de investimento”, lembra.

“Merece especial destaque a ação afirmativa do governo federal divulgando a priori o valor das taxas de juro, em especial o PSI (Programa de Sustentação do Investimento), que se manterão em 3,5% ao ano até dezembro de 2013. Certamente, com as dificuldades fiscais que o governo vem enfrentando, essas taxas podem não se manter nesse mesmo patamar. Por isso, é importante que se aproveite esse momento para aquisição de máquinas agrícolas. É fundamental que o produtor rural tenha isso em mente. O momento de compra é agora. Isso ocorrendo, ensejará a antecipação de aquisições de máquinas e implementos agrícolas e também a antecipação dos planos de investimento das grandes empresas agrícolas”, comenta.

O dirigente acrescenta que, da mesma forma, o programa Mais Alimentos Nacional manteve a taxa em 2% ao ano e ampliou o limite de financiamento para até R$ 150 mil por ano-safra para os agricultores familiares, o que também poderá significar o incremento do programa.

“Para 2014, a expectativa é de que as condições climáticas garantam o mesmo êxito, pelo menos, quanto à manutenção do patamar de 185 milhões de toneladas de grãos registrado em 2013. A conjuntura internacional que persiste ainda em alguns países da Europa, especialmente a relativa redução do ímpeto de crescimento da China, pode trazer uma redução da demanda agregada mundial de alimentos e matérias-primas. Se isso acontecer, o setor industrial de máquinas agrícolas poderá enfrentar dificuldades pela perda relativa de renda que isso vai causar devido à segurada nos investimentos”, prevê.

Fonte: Jornal do Comércio

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