Classificação antecipada de grãos agiliza desembarques no Porto de Paranaguá

Volvo NL - Porto de Paranaguá




A Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), responsável pela classificação dos grãos para exportação no Estado, está testando a classificação antecipada dos grãos que saem do Interior. Antes de chegarem ao Porto de Paranaguá, a qualidade da soja, do milho e do farelo de soja está sendo avaliada no Centro Logístico de Guarapuava. Este ainda é um projeto piloto, mas a tendência é que se estenda para outras regiões, gerando economia aos produtores paranaenses e agilidade às operações portuárias.

Chamado de “Projeto Piloto Corredores de Exportação”, o estudo foi desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura (SEAB), em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL). Além da Codapar, a operacionalização é feita pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

“Esta nova opção de classificação antecipada vem em consonância com tudo que temos feito até agora, com o intuito de agilizar os processos de recebimento de granéis. Essa foi uma das metas assumidas pelo Governo do Estado, que está sendo cumprida e já traz resultados práticos: acabamos com as filas de caminhões, as produtividades no embarque nos navios tem melhorado e o processo todo está cada vez mais ágil” afirma o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Como funciona

De acordo com o diretor técnico operacional da Codapar, Sinval Tadeu Amaral Reis, até então toda a classificação dos grãos para exportação eram feitas apenas em Paranaguá. Os caminhões, vindos de diversas regiões do Estado, dão entrada no Pátio de Triagem do Porto, onde seguem para a classificação.

“Apesar de ser um processo rápido o que hoje é realizado no Pátio, se o caminhão vier classificado do interior, a operação fica ainda mais ágil”, afirma.

Segundo Reis, as empresas interessadas em antecipar a classificação procuram a Codapar. Os produtos são classificados e o caminhão segue lacrado para o Porto. “Se o produto for refugado na origem, o produtor pode resolver a situação (com troca ou reaproveitamento) lá mesmo. Ou seja, economiza”, completa o diretor da companhia.

Uma vez vindo classificado do interior, chegando no Pátio de Triagem, os técnicos da Codapar apenas verificam a integridade do lacre do caminhão, em uma estrutura montada para isso. “O lacre ainda não é eletrônico, mas traz um número, cujas informações sobre a carga já estão lançadas no sistema da Codapar e no Carga Online da Appa, que já está adaptado para isso”, explica.

O diretor da Codapar ainda diz que a tendência é que o lacre – depois de avaliados os resultados desse projeto piloto – seja eletrônico.

Aprovação

O centro logístico da Codapar, em Guarapuava, fica no quilômetro 342, da BR 277. Lá, os testes começaram no final de agosto. Segundo Reis, até agora, as empresas Coamo (que direcionou carga para o terminal exportador da Interalli), Seara e C Vale (de Palotina) já testaram o processo.

De acordo com o gerente da Coamo, em Paranaguá, Alexandro Cruzes, a classificação traz vantagens, não apenas para os operadores portuários, mas também para a cidade. “Para a Coamo, assim como para outros operadores, a classificação é interessante pois faz ganhar tempo. Os caminhões que chegam classificados e lacrados passam pelo pátio e já saem para descarga, sem ter que passar pela classificação. Com isso, o giro no pátio aumenta e, consequentemente, ajuda a evitar a formação de filas. Para Paranaguá, a vantagem é que caminhões com carga refugada, que ficariam nas ruas ou em postos de gasolina aqui, nem saem da origem”, explica.

As próximas regiões que estão sendo estudadas para implantar o projeto são Ponta Grossa, Cascavel e Maringá. “Isso não deve ocorrer ainda este ano, pois vamos nos dedicar a avaliar bem os resultados desse primeiro projeto”, conclui Sinval Reis, diretor da Codapar.

Fonte: Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina





Deixe sua opinião sobre o assunto!