Marcopolo Viale BRT é o veículo modelo do sistema BRT de Porto Alegre

por Blog do Caminhoneiro

vialebrtpoaA prefeitura da cidade de Porto Alegre fez ontem, no Largo Glênio Peres, a apresentação do ônibus padrão que será utilizado no sistema BRT (Bus Rapid Transit) para operação no transporte público municipal. O veículo é um ônibus Marcopolo Viale BRT articulado com chassi Mercedes-Benz de 23 metros de comprimento e capacidade para transportar 166 passageiros.

O Marcopolo Viale BRT articulado é o modelo mais moderno em produção no Brasil e incorpora, entr e outras tecnologias, motorização traseira com baixa emissão de gases poluentes, câmbio automático, piso baixo e segundo eixo traseiro direcional, o que facilita as manobras e curvas em vias estreitas, com algumas do centro da cidade. O veículo oferece elevado padrão de conforto e segurança, com sistema de ar-condicionado, câmera de monitoramento interno, acessibilidade por rampa pela porta central, box para cadeirante, dois conjuntos de portas duplas para desembarque e pintura diferenciada.

O evento contou com as presenças do prefeito da cidade de Porto Alegre, José Fortunati, e de outros integrantes do governo municipal, além de executivos das empresas operadoras, vereadores e convidados.

Marcopolo reduzirá jornada a partir de novembro

Com a aprovação de 71% de 5 mil 86 votantes, índice acima do mínimo exigido, de 62%, para validação da proposta, os trabalhadores da Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, terão a jornada de trabalho reduzida em quatro dias por mês em novembro, dezembro e janeiro. A votação foi realizada na terça-feira, 22, e o resultado divulgado na quarta-feira, 23, pelo Sindicato dos Metalúrgicos local.

A definição dos dias que deixarão de ser trabalhados e da compensação futura caberá à empresa.

Pela proposta da fabricante de carrocerias de ônibus os dias parados não serão descontados, mas compensados quando a produção retomar à normalidade. A medida atingirá a unidade de Ana Rech, responsável pela produção de modelos rodoviários, de micro-ônibus e de urbanos especiais, como articulados e BRT’s. Também incluirá pequeno número de funcionários da unidade Planalto, que concentra a produção dos veículos Volare.

Além da flexibilização a empresa já havia decidido conceder férias coletivas no período de 21 de dezembro a 2 de janeiro, que estão mantidas. Esta parada visa a acompanhar as montadoras de chassis que, tradicionalmente, entram em férias coletivas no fim de ano.

De acordo com Carlos Magni, diretor de recursos humanos da companhia, a medida foi proposta diante da queda na produção a partir de setembro. Até agosto, segundo ele, o mercado apresentava desempenho similar ao do ano passado, mas “no mês passado houve indicação de viés de baixa e nossas projeções para os próximos quatro meses não apontam para recuperação significativa”.

A Marcopolo já adotara este sistema em 2009 em função da queda de demanda do mercado mundial e brasileiro em razão da crise econômica: “Naquela época, como nesta, a decisão teve como principais benefícios manutenção do maior número de empregos possível e a imediata retomada do ritmo de produção quando o mercado reagiu”.

Magni reconheceu que a empresa está fazendo ajustes em seu quadro de pessoal – mas não na forma de demissões em grande número. Citou como principais ações a suspensão de contratações e a não recomposição do quadro quando colaboradores pedem demissão. O Sindicato dos Metalúrgicos afirmou que homologou, em setembro, duzentas rescisões de trabalhadores com mais de um ano de emprego.

O executivo observou que dois aspectos afetam, no momento, o setor de ônibus. As manifestações populares do meio do ano fizeram com que municípios suspendessem os aumentos de tarifas ou até reduzissem os preços. Este quadro, de acordo com Magni, obrigou às operadoras de transporte urbano cortar despesas para adequarem-se à nova realidade: “Uma das primeiras medidas tomadas foi suspender compras de novos ônibus para a renovação de frota, o que afetou a indústria”.

As operadoras também estão agindo preventivamente para enfrentar a possibilidade de reajuste nos preços dos combustíveis no fim de ano.

Adicionalmente, foi mantido o impasse na recente licitação para a renovação das concessões das linhas interestaduais por parte do Ministério dos Transportes, o que paralisou o processo de compras de novas unidades por parte dos operadores de ônibus de média e longa distância. A licitação, aguardada há anos, foi adiada por mais dois meses: “Sem saber se continuará com a concessão da linha o operador também não está investindo na renovação da frota”.

Fonte: Marcopolo e Agência Autodata

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