Caminhões estão parados sem poder descarregar no pátio de Palmeirante-TO

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Há uma semana mais de 300 caminhões esperam para descarregar no pátio multimodal da ferrovia norte-sul, em Palmeirante, no norte do estado. O problema começou no sábado (9), depois de um curto-circuito em um gerador das máquinas, que faz o transbordo dos produtos até o armazenamento no pátio.

Muitos veículos estão espalhados em posto de combustíveis e nas ruas de Colinas do Tocantins, que fica 30 km de Palmeirante. “A gente gasta ficando parado, o caminhão deixa de rodar. E complicado isso aí”, ressalta o caminhoneiro Marcos Almeida.

Do pátio os produtos seguem para o porto de Itaqui, no Maranhão. Muitas vezes, demora um dia para descarregar os grãos e os caminhoneiros reclamam da falta de estrutura no local que não possui espaço para alimentação. Ano passado, uma cozinha foi construída, mas nunca funcionou. “A ordem da Vale, no ano passado, era construir aquilo lá e deixar lacrado até que a Vale fosse fazer alguma coisa lá para liberar os banheiros”, lembra o motorista Solismar Elesbão.

A única comerciante do local, Joana Darc Alves reclama da falta de incentivo por parte da empresa responsável pelo pátio. “Nem um tipo de apoio, não tem energia, não tem água. Tudo que a gente consegue aqui tem que ir em Colinas para buscar. Água a gente vai ali na vila, no assentamento Paciência, busca a água e volta para cá. A energia, a gente tem lâmpadas recarregáveis, trazemos carregadas de casa para poder ter energia aqui.”

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Aguardando

Os motoristas já foram liberados para fazer a descarga do milho, que vem do Mato Grosso, no pátio de Porto Franco, no Maranhão, mas muitos aguardam o pagamento das estadias pelo tempo de parada. “O prejuízo é grande para o bolso da gente, para o bolso do patrão. Aí quando você vai receber a diária, as empresas enrolam para pagar”, relata o motorista Vandeíldo Brito.

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O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Estado do Mato Grosso, Valter Pereira, esteve no local para tentar solucionar o problema. Ele diz que existe uma lei exige o pagamento, caso o caminhoneiro fique mais de cinco horas parado. O valor seria R$ 1 por tonelada, só que as empresas querem pagar menos da metade do valor. “Negociar a estadia dele, para depois negociar o frete. São pais de família, jogados na beira da rua, arriscando ser assaltados e roubarem seus caminhões.”

A empresa responsável pelo pátio de Palmeirante disse, por nota, que está resolvendo a parte elétrica do gerador que causou a parada do terminal e pediu que os clientes redirecionem as cargas para serem descarregadas em Porto Franco.

Fonte: TV Anhanguera




Um comentário em “Caminhões estão parados sem poder descarregar no pátio de Palmeirante-TO

  • 18/11/2013 em 09:23
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    Isso é uma vergonha o que essas empresas fazem. A Lei 11.442 é bastante clara, o tempo para carregamento e descarregamento não pode passar das cinco horas a partir da chegada do veículo ao local. O valor de R$ 1,00 a tonelada hora já é um preço defasado pois a lei é de 2007.

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