Crédito para caminhões divide alas do governo

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O subsídio à venda de caminhões e ônibus, por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), em vigor no País desde 2009, colocou em lados opostos setores econômicos do governo.

A decisão sobre manter a subvenção em 2014, por meio da prorrogação do programa, está no centro de uma queda de braço que envolve equipes do Ministério da Fazenda e do BNDES, com pressão direta dos fabricantes, representados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A ideia de técnicos do banco, segundo apurado, era manter o PSI, com alguma elevação nas taxas anuais, apenas para bens de capital, mas extinguir o programa para caminhões e ônibus, hoje financiados a uma taxa de 4% ao ano. A taxa retornaria ao patamar anterior, de 9% ao ano. A pressão da Anfavea pela manutenção do programa estaria encontrado eco no Ministério da Fazenda, mas esbarra na incapacidade do BNDES em suportar o aumento contínuo da demanda.

De acordo com os números oficiais do banco, a liberação de empréstimos para a venda de caminhões aumentou 68,4% de janeiro a setembro deste ano, registrando R$ 21 bilhões, ante R$ 12,5 bilhões no mesmo período do ano passado. Caminhões e ônibus respondem por cerca de metade dos desembolsos do PSI no segmento de bens de capital.

Repasse

O governo está prestes a editar uma medida provisória repassando ao banco empréstimo do Tesouro no valor de R$ 24 bilhões. O repasse inicial seria de R$ 20 bilhões, mas ganhou reforço exatamente por conta da necessidade de ampliar o orçamento dos financiamentos a caminhões e ônibus.

A forte demanda fez com que, no início deste mês, o banco alterasse prazos de apresentação e tramitação das operações do PSI, condicionando novos pedidos de aquisição de ônibus, caminhões, máquinas e equipamentos rurais à modalidade em que o processo produtivo já esteja adiantado ou finalizado. Com isso, ficou estancado o crédito subsidiado para caminhões e ônibus que só serão produzidos no ano que vem.

Na semana passada, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, disse ter recebido a confirmação de que o PSI será prorrogado até 2014, conforme prometeu em outubro o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas as condições, especialmente quantidade de recursos e juros, ainda estão sendo avaliadas.

O presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Philipp Schiemer, argumenta que a demora na definição atrapalha o planejamento dos frotistas e dificulta as previsões das fabricantes para 2014. A indústria torce para que seja mantido o juro de 4% ao mês, mas trabalha com a possibilidade de alta da taxa. Mas, se for algo perto dos 10%, como era até junho de 2009, “certamente haverá um forte impacto nas vendas”, disse um executivo do setor.

Fonte: Estadão




4 comentários em “Crédito para caminhões divide alas do governo

  • 19/11/2013 em 23:50
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    De 4% para 9% é uma diferença significativa para o bolso de quem financia um caminhão, porém é uma taxa de juros anual fantástica, se comparado ao financiamento de carro. Não sou contra ao incentivo, e sim as injustiças sociais que favorecem uma classe e lesa outras. Enfim, a gente não consegue ser justos mesmo.

  • 18/11/2013 em 09:55
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    Para o consumidor o juro cai contra partida as lojas enfiam a faca no preço do caminhão alegando que não tem para entregar e tal e coisas, tudo papo furado. Se aumentar a taxa de juros, os caras não vendem e ai abaixam o preço do bem, no fim o consumidor paga quase tudo a mesma coisa.

    • 18/11/2013 em 11:06
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      É isso aí, concordo contigo, aqui no Brasil tem muito imposto, mas a margem de lucro das empresas é enorme, o estado da subsidio para as empresas, tirando impostos, e estas o que fazem cobram mais por seus produtos, um exemplo que me recordo, e a montadora caminhões VOLVO “DO BRASIL”(eh do brazil, hahã sei), completando 25 anos de instalação de Curitiba-pr, acabou o “ajudinha” do governo e ela ameaçou a fechar a fábrica e ir para outro estado ou até mesmo para o mercosul, a SCANIA tem um fabrica na argentina que sua atividade principal é os produtos “CKD”, o dia que der BO no Brasil, é fácil transferir à fabrica de SBC para lá.

  • 15/11/2013 em 17:46
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    por que aqui no rio grande do norte e ruim de emprego estou quase indo arrumar um emprego por ai no sul minha CNH E e estou desempregado ajuda ae a arrumar uma carreta ls pra trabalhar ae mlq doido ( 84 ) 96435604. obg

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