Exportar-Auto é entregue ao Mdic

exportação de caminhoes Volvo




A primeira, e principal, promessa feita por Luiz Moan ao assumir a presidência da Anfavea foi entregue na terça-feira, 26, ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: o Exportar-Auto, Programa de Promoção das Exportações de Máquinas Autopropulsadas e Veículos.

Junto com o aguardado projeto Moan entregou, também, a segunda parte do programa para estímulo à introdução de novas tecnologias de propulsão, desta vez com foco no segmento de veículos pesados. Com isso ele concluiu mais duas de suas “missões impossíveis” – foram quatro desde que assumiu a direção da entidade, em abril: a proposta de novas tecnologias de propulsão para leves foi a primeira e o Inovar-Máquinas a segunda.

Oficialmente Moan não considera o Programa de Renovação de Frota, entregue na segunda-feira, 25, ao governo, como uma de suas “missões impossíveis”, pelo fato de o desenvolvimento do projeto ser conjunto com outras nove associações.

Em comunicado o presidente da Anfavea afirmou que seus dois projetos mais recentes entregues ao governo “são frutos do contínuo desafio da indústria automobilística de, consensualmente, apresentar propostas que promovam a competitividade brasileira e insiram o País ainda mais na rota de inovação e desenvolvimento de novas tecnologias.”

O Exportar-Auto, revelado por Moan na sua posse, tem como meta principal alcançar 1 milhão de veículos e 40 mil máquinas agrícolas e de construção exportados por ano até 2017. Foram definidos cinco eixos estratégicos que envolvem tributação, financiamento e garantia às exportações, custos trabalhistas, logística e facilitação ao comércio – com simplificação de processos aduaneiros para gerar rapidez e redução de custos – e acordos preferenciais.

O recorde de exportações brasileiras foi alcançado em 2005, quando foram embarcadas 970 mil unidades, gerando US$ 9 bilhões de superávit na balança comercial do setor, incluindo autopeças. No ano passado a balança fechou em déficit de US$ 10 bilhões e 486 mil veículos foram exportados.

Segundo a Anfavea o crescimento das exportações trará importantes impactos positivos para o Brasil, como a geração de divisas, retomada do superávit na balança comercial, mais emprego na cadeia produtiva e redução de risco de ociosidade na capacidade produtiva.

“Em 2017 teremos capacidade mais elevada”, afirma o comunicado da Anfavea, “com a conclusão dos investimentos de mais de R$ 75 bilhões anunciados pelos fabricantes.”.

Já o projeto de Novas Tecnologias de Propulsão para Pesados complementa aquele entregue em julho, que traçava uma política para veículos leves híbridos e elétricos. Neste o foco são caminhões e ônibus e envolve oito tecnologias para uso de todos os combustíveis usados nesse segmento: biodiesel, biogás, etanol, diesel de cana, eletricidade, hidrogênio, diesel e gás.

Segundo Moan o Brasil não pode perder a oportunidade: “O mundo inteiro está pesquisando novas tecnologias, que sejam melhores opções ambientais, econômicas e sociais. Se o Brasil quiser ser pioneiro neste tipo de tecnologia tem que investir desde já e não só no produto em si mas, também, na qualificação de mão de obra especializada e no desenvolvimento de engenharia e fornecedores locais”.

O programa para pesados é semelhante ao dos leves: apenas empresas habilitadas ao Inovar-Auto poderão participar e os incentivos serão destinados ao desenvolvimento de novas tecnologias, com estímulos para aquisição e criação do mercado, engenharia e localização da produção de componentes.

Fonte: Portal Autodata