Montadoras investem em sustentabilidade para atrair clientes

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Seis veículos da marca Kangoo Maxi ZE, fabricados pela Renault, começam a circular nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro a partir de janeiro de 2014. Os automóveis são 100% elétricos e não emitem gases poluentes à atmosfera. Foram adquiridos pela FedEx Express, uma das maiores empresas de transporte expresso do mundo.

A introdução de veículos elétricos no Brasil faz parte de uma estratégia da empresa para tornar suas operações mais sustentáveis. Atualmente, a FedEx Express possui 161 carros elétricos e 365 híbridos em funcionamento na Alemanha, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Japão e China. Até maio do próximo ano, a meta é aumentar a frota para 222 e 293, respectivamente.

“Esta é uma oportunidade para avaliarmos a viabilidade do uso do veículo e faz parte de nosso empenho para encontrar soluções de transporte menos poluentes e mais eficientes. É também uma iniciativa que pode incentivar outras empresas a introduzirem esse tipo de veículo em suas frotas”, diz o vice-presidente da FedEx Express na América do Sul, Mike Murkowski.

A preocupação da Renault, fabricante do modelo elétrico do Kangoo, e da FedEx refletem uma tendência no transporte: a preocupação com a sustentabilidade. Durante o 19º Salão Internacional do Transporte – Fenatran -, evento encerrado em São Paulo na última sexta-feira (1º), as montadoras mostraram preocupação em oferecer aos clientes veículos, principalmente caminhões, focados em economia de combustível e preservação do meio ambiente.

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O gerente de Engenharia de Vendas da Scania, Celso Mendonça, explicou que estão sendo realizado testes – em parceria com a empresa de logística Coopercarga e a Natura – para colocar em circulação o primeira carreta movida a etanol da América Latina. “O etanol é a matriz energética mais indicada atualmente, o que pode gerar redução de até 90% na emissão de gás carbônico”, explica Mendonça.

De acordo com o executivo da Scania, a meta da empresa e de outras fabricantes é entregar aos clientes motores com o consumo cada vez menor de combustível. “Sustentabilidade é a nossa persistência. Em algum momento, a sociedade vai nos cobrar soluções sustentáveis. No caso da renovação de frota, por exemplo, apoiamos os movimentos para implantar os modelos nos estados”, afirma.

GNL

gas1A Volvo, em parceria com a White Martins, também apresentou o primeiro caminhão movido a 70% de Gás Natural Liquefeito (GNL) e a diesel que está em fase de teste no Brasil, o FM 460cv. “Os primeiros caminhões movidos a GNL fabricados pela Volvo circulam com sucesso na Europa e nos Estados Unidos. O gás liquefeito é uma importante alternativa para os atuais combustíveis. Respeito ao meio ambiente é um dos valores essenciais da marca que vem trabalhando para desenvolver veículos que produzam menor impacto ao meio ambiente”, declara Sérgio Gomes, diretor de estratégia de caminhões do Grupo Volvo América Latina.

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A Volvo é a primeira montadora de caminhões a adotar esta tecnologia. O modelo oferece o mesmo nível de confiabilidade operacional aos caminhões que o motor diesel convencional. A dirigibilidade também é similar. E, caso o gás acabe, o sistema automaticamente passa para o diesel. O motorista é então alertado por uma luz que acende no painel de instrumentos.

Tendência

Para o presidente da Associação Nacional do Transporte Cargas e Logística (NTC&Logística), Flávio Benatti, a preocupação do transporte de cargas com o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis é uma realidade. “Este assunto merece ser aprofundado. Um dos maiores problemas é o fato de nossa frota de caminhões é velha e precisar de renovação”, finaliza Benatti.

Fonte: Agência CNT de Notícias