Retomada das vendas faz Scania contratar e investir

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De janeiro a outubro, emplacou 16,1 mil caminhões no país, volume que supera em 90,2% as 8,5 mil unidades dos dez primeiros meses de 2012, assim como já está acima dos 15,4 mil caminhões vendidos em todo o ano de 2010, que era o recorde anterior da marca.

Se no ano passado a empresa teve de parar linhas de produção para se adequar a um mercado mais retraído, agora a Scania lança mão de jornadas extras de trabalho e reforça a mão de obra para conseguir atender aos novos pedidos. Desde janeiro, já contratou cerca de 400 pessoas para trabalhar na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

A virada começou já no último trimestre de 2012, depois que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegou a cortar para apenas 2,5% ao ano os juros cobrados em financiamentos de caminhões. Combinado a compras pesadas do governo, o estímulo ajudou a inverter a tendência de queda e o mercado passou a crescer a um ritmo próximo a 15% neste ano.

O segmento de caminhões pesados, justamente onde a Scania está inserida, avança ainda mais rápido. Até setembro, a evolução de vendas nessa gama passou de 41%, graças, principalmente, à demanda no agronegócio, que precisou de veículos de alta capacidade de carga para transportar uma safra histórica. Além disso, há maior facilidade de acesso aos financiamentos do BNDES por empresas que consomem esse tipo de veículo – em geral, grandes companhias que conseguem apresentar as garantias cobradas pelo banco.

A Scania investe ao redor de R$ 100 milhões no país a cada ano. Hoje, seu principal projeto no Brasil é a construção de uma nova linha de pintura de cabines, onde são investidos R$ 75 milhões. O edifício, que ocupa área de 8 mil metros quadrados dentro do complexo industrial de São Bernardo, deve ficar pronto até março.
A partir daí, será feita a instalação dos equipamentos. O novo setor não muda a capacidade de montagem da fábrica, de onde sai uma média de 130 caminhões por dia. Porém, ao introduzir maior automação, vai trazer avanço tecnológico em relação ao processo de pintura atual, evitando, por exemplo, desperdício de material. Ainda não há decisão se a atual linha de pintura será desativada.

Fonte: Valor Econômico