Entrevista com Gustavo Echeverria

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Natural de Colonia del Sacramento, no Uruguai, Gustavo tem 53 anos, com 30 deles vividos na estrada. Há 16 anos trabalha na Edgardo Bertoletti SA, empresa uruguaia de transportes, e hoje dirige um Scania G420. Influenciado pelo avô, que era caminhoneiro, começou trabalhando com um caminhão basculante no interior do Uruguai, e iniciou no transporte internacional acompanhando colegas para aprender as rotas do nosso país.

Viaja normalmente entre o Chile, Argentina e Brasil, e gosta muito da profissão, por poder conhecer pessoas tão diferentes. Foi marcado por uma situação onde atropelou uma pessoa, que lhe deixa muito triste ainda hoje. A estrada sempre tem histórias novas.

Hoje, no Uruguai, não é muito difícil conseguir seu próprio caminhão. Se fosse comprar um caminhão hoje, Gustavo compraria um Scania. “Scania é sempre Scania” diz.

Descansando bem a noite, viaja sempre durante o dia. “A noite foi feita para descansar” comenta. Para ter mais qualidade de vida, Gustavo faz sua própria comida, na caixa do caminhão.

Quanto às estradas, Gustavo elogia o Brasil, e diz que na Argentina o transito é complicado, por que “o povo é mais louco”, comenta. Mesmo com viagens muito longas, fica no máximo duas semanas fora de sua cidade, e deverá ficar fora também durante este Natal, pela demora para carregar aqui no Brasil. “Já liguei avisando que vou faltar, mas para o ano novo estarei em casa”, disse. Diz que a família já está acostumada com essa situação.

Falando sobre o uso de drogas por motoristas, Gustavo diz não ver muito, mas sempre toma cuidado, para não correr riscos. Também diz que o problema é o descanso: “Há gente que viaja muitas horas, e não descansa. Isso trás acidentes.”

A BR-101 é considerada uma das melhores por Gustavo. Que diz estar muito boa e sendo duplicada até Porto Alegre. Sobre as leis para os caminhoneiros, diz que no Uruguai não há legislação como no Brasil, para descanso e outros, pelo tamanho do país, que pode ser atravessado com menos de mil quilômetros rodados.

No Uruguai, tendo a carteira de motorista, está fácil conseguir emprego. Pois sobram caminhões. Na empresa Edgardo Bertoletti SA, há muito investimento em novos caminhões, e ele dirige o mais antigo da empresa, o Scania G420 é ano 2010. Trabalham em transportes gerais, como trigo, papel, PET, do Uruguai para o Brasil, e voltam carregados com cerâmica, da empresa Incepa, em São Mateus do Sul.

Gustavo foi entrevistado pelo Blog do Caminhoneiro no sábado, 21/12, enquanto aguardava a ordem para carregar, que deveria ser expedida apenas nessa segunda-feira. Estavam em 6 caminhões. 5 foram carregados na sexta-feira e seguiram viagem. Apenas Gustavo ficou. “É a lei da vida”, finaliza.

Fonte: Blog do Caminhoneiro




Um comentário em “Entrevista com Gustavo Echeverria

  • 25/12/2013 em 21:06
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    Muito interessante.
    Mt legal as entrevistas.

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