PSI será mantido em 2014, afirma ministro Mantega

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse aos empresários para que fiquem “tranquilos” porque o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) terá continuidade em 2014. “Apenas o BNDES vai reduzir linhas que não são prioritárias, como financiamento a Estados e municípios, que não vai ocorrer no próximo ano”, disse. “A indústria é prioritária para o governo.”

Mantega disse ainda que o BNDES vai liberar aproximadamente R$ 190 bilhões neste ano e R$ 150 bilhões em 2012. “Isso não significa que a indústria ficará sem suporte financeiro do BNDES, porque os programas prioritários continuarão todos”, afirmou.

O ministro informou que já teria assinado a Medida Provisória que libera, conforme antecipou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, R$ 24 bilhões para o banco de fomento. Segundo ele, o texto deve ser publicado nesta semana. “Vamos fechar o ano com esses R$ 24 bilhões, que serão suficientes para viabilizar financiamento a ônibus, caminhões, máquinas agrícolas, cuja demanda continua forte”, disse.

Mantega esclareceu que o impacto fiscal do aporte é no longo prazo porque o financiamento é subsidiado. Questionado sobre as perspectivas de aporte do Tesouro para o BNDES no ano que vem, o ministro disse que está muito cedo para tratar do assunto e afirmou que o banco de fomento tem fluxo de recursos próprios. “O BNDES vai continuar o ano com todos os programas funcionando e essa discussão só tem sentido no segundo semestre (de 2014)”, disse. Perguntado sobre se haverá mudança nas taxas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), Mantega respondeu que “talvez”. “Ainda não está definido”, concluiu.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que os empresários apresentaram ao ministro a importância do BNDES para o crescimento da indústria brasileira. “Os recursos que o Tesouro tem transferido para o BNDES têm feito com que o BNDES apoie investimentos no Brasil. Nosso pedido é que no próximo ano o BNDES tenha volume expressivo de recursos com custo compatível a investimentos necessários no Brasil”, disse.

Fonte: Estadão