International: capacidade de Canoas será tomada em 3 anos

international-linha-producao

O teto da capacidade produtiva da fábrica da International em Canoas, no Rio Grande do Sul, deverá ser alcançado em três anos. Os planos da diretoria da montadora de caminhões, que começou a produzir em casa própria no ano passado, incluem ocupar as linhas até o limite, 5 mil unidades/ano em três turnos, até 2017, com a introdução de novos modelos ao portfólio brasileiro, incluindo caminhões leves.

A fábrica gaúcha deverá produzir 1,3 mil caminhões neste ano, dentre os modelos DuraStar 4×2, 6×2 e 6×4 e 9800i 6×2 e 6×4, com motor de 410cv. Segundo Guilherme Ebeling, presidente da International do Brasil, até o fim do ano o pesado ganhará opção de motor de 440cv e uma nova família, com caminhões de PBT de 8t a 10t, deverá ser apresentada até o fim de 2015.

“Estamos trabalhando no desenvolvimento de um modelo novo, pronto para atender às exigências do Inovar-Auto e do Finame, com um parceiro”, disse o executivo, fazendo mistério quanto ao sócio no caminhão leve. “Dentro de quinze a dezoito meses deveremos ter algo na mão. Quem sabe durante a Fenatran 2015?”

Embora mantenha em segredo o sócio no desenvolvimento, Ebeling revelou que estratégia semelhante fora adotada no México com a Jac Motors, onde são vendidos desde o fim do ano passado caminhões Jac-International. Por aqui Sergio Habib, presidente da Jac Motors do Brasil, revelou que produzirá caminhões na futura fábrica de Camaçari, BA – porém modelos de PBT inferior ao pretendido pelo presidente da International.

Paralelamente ao desenvolvimento do novo modelo a companhia trabalha para elevar a nacionalização do semipesado DuraStar. Segundo Ebeling 40% dos itens do caminhão atualmente são importados, algo que prejudica as contas da empresa, dada a situação desfavorável do câmbio.

Os modelos DuraStar têm basicamente eixo, chassis, suspensão e powertrain feitos aqui, com alguns componentes importados. Suas cabines, por exemplo, são produzidas no México e chegam a Canoas montadas e pintadas. “Estamos importando ar!”

Uma das soluções, segundo o executivo, seria nacionalizar aos poucos a produção do componente: na primeira fase trazer a cabine parcialmente desmontada e pintada, depois as peças estampadas pintadas e, por fim, produção total por aqui, possivelmente com um parceiro – no caso do 9800i a cabine é montada na Flamma, antiga Usiminas Automotiva, agora comprada pela Aethra.

Produzir por aqui outros componentes também está nos planos, embora o executivo não tenha entrado em pormenores. Os DuraStar são os modelos mais vendidos da marca, puxados pelas licitações vencidas pela International para fornecer caminhões a programas do governo federal.

Também em curso está a ampliação da rede, atualmente com 18 pontos de vendas e 23 postos de serviço, que auxiliam na manutenção dos cerca de 2 mil modelos International que rodam pelo País. O objetivo é chegar de 40 a 45 pontos de vendas até 2015, sendo que alguns postos de serviço podem virar concessionárias completas.

O passo seguinte, ainda sem data definida, será ampliar Canoas: “Temos espaço físico para isso”.

Fonte: Portal Autodata





RECEBA NOSSOS CONTEÚDOS NO E-MAIL

Seu e-mail (obrigatório)


3 comentários em “International: capacidade de Canoas será tomada em 3 anos

  • 24/02/2014 em 09:31
    Permalink

    Caro Josué,
    Qual é o problema do seu caminhão? e o que a International está lhe negando?

    Resposta
  • 21/02/2014 em 20:39
    Permalink

    Quais são os planos para cliente que entrou com PROCESSO NA JUSTIÇA contra a international, por ter comprado CAMINHÃO NOVO COM DEFEITO DE FABRICAÇÃO, vai continuar enrolando, enganando e massacrando injustamente o coitado que já provou na justiça que a culpa é de vocês. Porque não resolvem reconhecer a culpa e honrar a garantia, honrar o nome da empresa, se fosse EU TERIA VERGONHA DE FAZER O QUE A INTERNATIONAL FAZ COM OS CLIENTES DELA!!!

    Resposta

Deixe sua opinião sobre o assunto!