Vendas ao campo têm queda de 30% em janeiro

colheitadeira john deere




A demora da regulamentação da nova taxa do Finame PSI, linha de financiamento do BNDES, publicada em 24 de janeiro, travou os contratos de bens de capital no mês, inclusive para máquinas agrícolas, o que fez as vendas do segmento despencarem, com recuo de 30% em janeiro em relação a igual mês do ano passado, fazendo deste o pior janeiro dos últimos quatro anos. Foram 3.783 equipamentos entregues no primeiro mês do ano contra 5.399 unidades em janeiro de 2012, segundo dados divulgados na quinta-feira, 6, pela Anfavea, associação que reúne as fabricantes de veículos automotores.

De acordo com o vice-presidente da entidade, Milton Rego, o segmento de colheitadeiras foi severamente afetado. Totalmente dependente de linhas de financiamentos, como o Moderfrota e o Finame PSI, as vendas dessas máquinas de grande porte são concentradas entre dezembro e março, período de colheita da principal safra do ano. O volume de vendas para esta categoria fechou janeiro com 635 unidades, queda de 28,7% sobre janeiro de 2012 e retração de 48% sobre dezembro.

“Com este atraso da regulamentação do PSI, tivemos menos de uma semana de vendas no mês, apenas quatro dias úteis”, revelou Rego.

Já para tratores é comum registrar baixos volumes de vendas no início do ano, devido à sazonalidade, por não ser um período de plantio e sim de colheita. A retração das suas vendas no mês passado, de 31,1% contra janeiro de 2012, acentuou ainda mais o resultado negativo do segmento agrícola. Os tratores têm participação de 70% no mercado de máquinas no País.

Para este mês, o executivo da Anfavea garante que as vendas para o mercado interno já normalizaram. A entidade manteve a previsão de que o mercado de máquinas será estável em 2014, com leve crescimento de 1,1% sobre o ano passado, para um total de 84 mil unidades. Se confirmado, este será um novo recorde para o setor.

“O que aconteceu em janeiro foi pontual, uma situação isolada. As vendas já normalizaram neste fevereiro e devem continuar assim no restante do ano, considerando apenas o cenário para financiamentos, cuja taxa permanecerá em 6% durante todo o ano. Mas, se o problema de alteração das taxas de juros do PSI não for contornado antes do fim do ano, este é um cenário que voltará a acontecer”, alertou.

Produção e exportações

Com mercado interno parado, a produção retraiu 13,6% em janeiro na comparação anual, para 5.298 unidades, o pior resultado mensal da indústria agrícola considerando os últimos 24 meses. Contra dezembro, houve queda de 18,3%.

As exportações fecharam o primeiro mês do ano com 556 unidades, volume 32% menor que o registrado em janeiro do ano passado, principalmente por causa das fortes oscilações de câmbio registradas na Argentina, principal destino das máquinas brasileiras.

Fonte: Portal Automotive Business Texto de Sueli Reis





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