Transporte de carga em RO ainda não normalizou após cheia do Rio Madeira

caminhoes - rondonia




O Rio Madeira em Rondônia atingiu a marca histórica de 19,96 centímetros acima do nível normal. Foram três meses de enchente e só há cerca de 30 dias a água começou a baixar.

Em um porto da região, só o que funciona é o transporte de passageiros que vão de Porto Velho para Manaus. Toda a movimentação de produtos agrícolas para comunidades ribeirinhas e outros estados do norte do país foi interrompida com a enchente.

De dentro do rio é possível ver os estragos causados pela cheia. O teto de um galpão desabou em um dos terminais que estão interditados. Ali ficavam guardados contêineres com produtos importados. Por toda a margem, barrancos desmoronados, cercas retorcidas. No leito do rio, resquícios do que foi arrastado pela água.

Um terminal que recebe em média 10 mil toneladas de grãos por dia ficou debaixo d´água e precisou ficar fechado por 78 dias. Uma marca na parede mostra onde a água chegou na rampa usada pelos caminhões para descarregar os grãos. Segundo o gerente de operações Osmar Ruani, os custos com a reforma no terminal já chegaram a R$ 1 milhão.

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O transporte de cargas pelo rio durante a cheia só não parou graças a um porto, chamado porto organizado, que fica numa região mais alta em relação ao nível do rio. Todos os terminais que ficaram alagados usaram essa estrutura para fazer o escoamento de suas mercadorias. Segundo a administração, o movimento aumentou em 300%.

Para o embarque de grãos no porto organizado, a estrutura do cais, que é flutuante, foi reforçada por causa da cheia, mas não houve prejuízo. Em 2013, o terminal embarcou 2,8 milhões de toneladas de grãos, que vêm, principalmente, do noroeste de Mato Grosso e do sul de Rondônia pela BR 364.

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De lá as barcaças seguem pelo Rio Madeira até o porto de Itacoatiara, no Amazonas. O produto percorre o Rio Amazonas até a sua foz no Oceano Atlântico, de onde segue para o mercado externo.

A Hidrovia do Madeira movimentou 11 milhões de toneladas de cargas em 2013, mas ainda oferece riscos à navegação. As empresas que operam no porto reclamam da falta de sinalização e dragagem no rio. Quem trabalha na hidrovia sabe dos perigos que aparecem principalmente depois que o rio baixa no fim de agosto: os bancos de areia.

De acordo com o Núcleo de Obras e Melhoramento das Hidrovias da Amazônia Ocidental, do Ministério dos Transportes, as obras de dragagem no Rio Madeira devem começar em julho.

Fonte: Globo Rural




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