Com prazo de dez anos, juros para adquirir máquinas e equipamentos variam de 4,5% a 6%

Trator John Deere




O setor de máquinas e equipamentos agrícolas também anda colhendo os frutos do bom desempenho do agronegócio. “O desempenho da economia brasileira, em 2012 e 2013, teve grande influência do agronegócio. E isso tem reflexo em todos os setores da economia”, destaca o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

De fato, o Brasil vem contabilizando recordes constantes nas safras agrícolas. Para se ter uma ideia, a produção estimada para este ano é de 193,87 milhões de toneladas, ou seja, montante 2,8% superior ao obtido na safra 2012/2013, quando atingiu 188,66 milhões de toneladas. Este resultado representa um ganho de 5,21 milhões de toneladas sobre a produção obtida na safra 2012/2013. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A produção de máquinas agrícolas também apresentou desempenho expressivo neste período. No ano passado, foram fabricadas cem mil máquinas, crescimento de 20% em relação às 83 mil unidades produzidas em 2012. E no primeiro semestre deste ano saíram das linhas de produção 40 mil unidades, conforme dados da Anfavea. “Neste ano, o setor de máquinas e equipamentos, assim como o de caminhões, também foi influenciado por problemas na liberação de financiamento do PSI”, diz Moan. As dificuldades na concessão de crédito, os preços desfavoráveis das commodities, seca, entre outros fatores, levaram à queda de 20% nas vendas de máquinas de um modo geral e de 25% em colheitadeiras. “A expectativa é que no segundo semestre haja expansão de 22% nas vendas de máquinas”, avalia Moan. Ele esclarece, no entanto, que as comercializações que não ocorreram no início do ano para a primeira safra não devem acontecer neste semestre. O segmento de grãos conta com duas safras anuais, uma em março e outra em setembro.

A maioria dos financiamentos é realizada por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa de juros varia entre 4,5% e 6%, dependendo da receita do tomador de crédito e o prazo é de dez anos. No ano passado, o BNDES liberou R$ 14,4 milhões para um total de 73 mil operações. Em 2012, foram, respectivamente, R$ 8 milhões e 67 mil operações. “O ano passado foi um ano fora da curva, bem acima do normal, mas 2014 está bem próximo ao resultado de 2012, que foi bem positivo. Olhando mais para trás, ainda temos resultados bastante positivos”, diz Alexandre Vinicius de Assis, gerente da Valtra, uma das marcas do grupo AGCO. “Este ano está sendo bastante positivo para o setor”, concorda o diretor de vendas da John Deere, Rodrigo Junqueira.

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O uso de tecnologia tem sido cada vez mais constante no setor. O desafio é produzir mais com custos menores e, assim, tornar os produtos mais competitivos. Além disso, com mão de obra cada vez mais escassa, o setor depende de máquinas e equipamentos mais sofisticados para atender à crescente demanda. Isso sem contar que, com janelas de colheitas cada vez menores, máquinas e equipamentos maiores e com alta tecnologia contribuem para que o agricultor coloque várias culturas no mesmo local durante o ano.

Novidades

De olho no potencial deste mercado, as empresas investem para garantir a expansão dos negócios. A John Deere está aportando US$ 40 milhões para ampliação da fábrica de tratores em Montenegro (RS) e produção nacional dos tratores de alta potência da Série 8R. O objetivo é aumentar o portfólio de produtos e serviços aos clientes brasileiros. Entre os modelos lançados neste ano pela companhia está a nova Série S de colheitadeiras. Mais eficientes, as máquinas realizam o trabalho em um curto espaço de tempo, podendo finalizar a colheita até sete dias antes do previsto.

As colheitadeiras S540, S550, S660, S670 e S680 possuem cabine com novo desenho, mais espaço interno, itens de conforto – como frigobar – e ampla visão das laterais e plataforma. Junto ao monitor de controle CommandCenter, pode ser acionada a tecnologia HaverstSmart, que diminui a perda de grãos e regula automaticamente a velocidade de operação, resultando em máxima produtividade. Outro diferencial importante oferecido em toda a Série S é o Sistema Interativo de Ajuste, equipamento que oferece sugestões para diminuir a perda, aumentar a qualidade do grão ou alterar a condição de palha. Todas essas adequações podem ser feitas de maneira automática ao aceitar as recomendações da máquina. Com a Série S, o produtor consegue colher até 390 hectares ao ano, o que representa uma rentabilidade 28% maior.

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Já a Valtra lançou neste ano 13 modelos de tratores, sendo que 12 são da linha leve e fazem parte das famílias Série A Geração II, Série A Fruteiro e Série A Geração II Cabinado. Os lançamentos da Série A Geração II, nas versões A650 (66 cv), A750, (78 cv), A850 (85 cv) e A950 (96 cv) apresentam sistema de injeção com bomba em linha, que proporcionam menor consumo de combustível e baixo custo de manutenção, novo sistema de fixação dos radiadores com trilhos, o que facilita as limpezas periódicas. Outro destaque da linha é a plataforma, que está maior, aumentando o conforto operacional, além da coluna da direção regulável, com ajustes de altura e profundidade, o que garante o conforto do operador.

A Massey Feguson marca, neste ano, sua entrada na classe V e na classe VIII de colheitadeiras, conceito único de trator com câmbio automático e a Série 4200 com visual mais moderno e agressivo.

A MF 9895, colheitadeira com a maior taxa de descarga de grãos do mercado (150 l/s), proporcionando eficiência e produtividade numa máquina de alto desempenho para produtores de médio e grande porte. Além disso, a empresa tem a nova colheitadeira híbrida MF 6690, desenvolvida para grãos, oferecendo praticidade, robustez e eficiência.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria Texto de Gilmara Santos




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