A importância da rotulagem de pneus

O Brasil será o quarto mercado automotivo do mundo a contemplar o sistema de etiquetagem de pneus, um modelo que teve sua origem no Japão em 2010 – de forma facultativa – sendo adotado, posteriormente, pela União Europeia e Coreia do Sul – de forma simultânea – em novembro de 2012.

“Até agora só três mercados adotaram esse sistema, algo que considero uma revolução e uma evolução das mais significativas para o setor de pneumáticos e que chegará ao Brasil em 2017, momento em que seremos o quarto mercado do mundo a fazer isso, antes mesmo dos Estados Unidos”, diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip), Milton Favaro Junior.

Entre os parâmetros da rotulagem europeia previstos para adoção pelo modelo brasileiro estão itens como o consumo de combustível, frenagem em piso seco e molhado e o ruído gerado pelo pneu quando em contato com o solo.

“Na Europa há um sistema de classificação expresso na forma de letras que vão de A a G (A, B, C, D, E, F, G), onde um pneu na classificação A tende a refletir maior eficiência em consumo, frenagem e ruído que um pneu na classificação G. A importância dessas classificações é que o consumidor poderá ver, de forma simplificada, qual o melhor pneu que se aplica ao uso em seu veículo”, descreve Milton Favaro.

Em linhas gerais, a rotulagem define a eficiência do pneu no quesito economia de combustível, sua capacidade de aderência em pisos secos e molhados, o nível de ruído que o pneu faz ao entrar em contato com o rolamento (solo).

Em teste realizado pela Nokian, tradicional produtora de pneus da Finlândia, que também comercializa pneus no Brasil, se apurou que o espaço de frenagem de um pneu na letra A, rodando em um veículo a 80 km/h, necessitou de um espaço de frenagem 18 metros menor que o necessário para a frenagem de um pneu com a letra G, rodando na mesma velocidade.

Já no teste de eficiência no consumo de combustível a Nokian detectou uma economia de 7,5% entre o uso de um pneu classe A e um pneu classe G.

“Eu acho ótimo que o programa brasileiro siga os padrões europeus, pois grande parte dos pneus que importamos e comercializamos no Brasil já estão parametrizados e dimensionados nessas métricas”, afirma Milton Favaro Junior.

Em curtas palavras, por já atender aos requisitos da rotulagem de pneus da Europa, os pneus importados pelos independentes contam com tecnologia superior, são mais seguros, permitem maior economia de combustível, nível reduzido de ruído em contato com o solo e são ecologicamente mais eficientes.

“Os pneus importados que os associados à Abidip vendem aqui são os mesmos que são vendidos no Japão, na Coreia do Sul e na Europa e que já atendem as especificações da rotulagem desses mercados, rotulagem essa que será a mesma a ser adotada no Brasil”, diz.

Na linha de veículos pesados, a Lanxess, uma das maiores empresas fornecedoras de insumos para a produção de ‘pneus verdes’ do mundo, também constatou a maior eficiência dos pneus dentro do programa de etiquetagem europeia.

Através de sua operadora logística, a Alfred Talke, a companhia avaliou a performance de um pneu letra B com um pneu letra D. Em um trajeto de 650 quilômetros entre as cidades de Huerth (Alemanha) e Loos (França), percorrido 30 vezes pelos caminhões teste da Alfred Talke, a Lanxess apurou os seguintes resultados: O caminhão que rodou com pneus na classificação B consumiu 2,36 litros a menos de diesel que o caminhão equipado com os pneus na classificação D, o que equivale a uma economia de 8,5% de combustível e redução de 700 quilos na emissão de CO² a cada 10 mil quilômetros rodados.

Fonte: ABIDIP

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