Empresa aposta em aumento de fretes online de cargas agrícolas

A Sontra Cargo, empresa especializada em agendamento online de fretes rodoviários, espera crescimento da participação das cargas agrícolas, que devem responder por pelo menos 40% do total. A expectativa de crescimento da safra agrícola, além do maior uso de tecnologia móvel por parte dos caminhoneiros estão entre os fatores para o otimismo.

Atualmente, de acordo com o diretor de vendas e marketing da empresa, Bruno Torres, o setor representa de 20% a 25% das operações. Dados da empresa mostram que, nos últimos quatro meses, o arroz liderou a participação entre as cargas agrícolas, com 22,19% do total, seguido por soja (19,43%), milho (14,29%) e trigo (11,52%). Açúcar, café, adubo e defensivos também aparecem na lista de produtos transportados.

“Estamos deslocando representantes da empresa para regiões de grande produção. Os fretes online têm crescido e no agronegócio mais do que em outros produtos. Tenho clientes requisitando mais de cem fretes por dia na nossa plataforma”, garante Torres, destacando que os negócios ainda são concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país.

Segundo o diretor de vendas, a base atual é de 15 mil caminhoneiros – a maior parte autônomos – e 3 mil empresas que colocam no sistema suas ofertas de frete. A meta para dezembro deste ano é ter pelo menos 35 mil motoristas e até 200 mil até dezembro de 2015. Entre as empresas, a meta para dezembro deste ano é chegar a 15 mil. Para dezembro de 2015, não há uma estimativa.

Os agendamentos de fretes podem ser feitos de três formas, explica o executivo. Por meio de um aplicativo para tablets e smartphones, diretamente no site da empresa e por mensagens de texto simples. O sistema foi criado em dezembro de 2013, mas chegou definitivamente ao mercado a partir de março deste ano.

A ideia é, com as três ferramentas, integrar à plataforma um número maior de caminhoneiros, desde os que possuem aparelhos mais avançados até aqueles com celulares mais simples e que ainda se comunicam pelo SMS. De acordo com o executivo, há uma grande parcela de caminhoneiros ainda que ainda usa só mensagens de texto.

“Nosso sistema cruza dados e relaciona transportador e empresa interessada de acordo com as características de cada pedido. Se não houver essa relação direta, o sistema procura algo que seja mais próximo”, diz Torres.

Com foco no transporte rodoviário, a empresa não teme efeitos, pelo menos por enquanto, dos investimentos em alternativas, como o modal ferroviário ou hidroviário, sobre os negócios da companhia. Segundo Bruno Torres, a movimentação de cargas pelas estradas, especialmente as agrícolas, ainda “está longe” de ser substituído.

“O mercado é gigantesco ainda para a gente falar em queda. Especialmente quando falamos da nossa própria ferramenta, que ainda tem uma participação muito pequena nas operações de frete de um modo geral. Entendemos todas as variáveis e o que pode ocorrer, mas dentro no nosso contexto, há um campo grande”, analisa.

Fonte: Globo Rural