Case: mercado deve voltar à normalidade em 2016

O mercado de máquinas agrícolas deve “retornar à normalidade” a partir do ano de 2016, quando retoma patamares de 60 mil tratores e 8 mil colheitadeiras vendidas no ano. Foi a expectativa manifestada pelo diretor comercial da Case no Brasil, Cesar Di Luca, durante a Expointer, em Esteio (RS).

Neste ano, a indústria vive um cenário de forte queda, o que tem sido atribuído pelos executivos das empresas a uma “acomodação” depois de um 2013 considerado “fora da curva”. De janeiro a julho, as vendas caíram 19,2%, registrando 39,4 mil unidades, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que reúne os grandes fabricantes.

Considerando só a empresa, Di Luca informou que as vendas de uma forma geral devem cair 20% em relação ao ano passado. Só na Expointer, o volume de negócios da Case deve ser 10% menor em relação à feira do ano passado.

“O cenário de curto prazo é difícil, mas vamos superar. Estamos no negócio certo no lugar certo”, disse o diretor.

Isolando apenas o segmento de açúcar e etanol, onde a Case também tem participação no mercado, a redução nas vendas deve ser de 30%, como efeito da crise pela qual passa hoje o setor.

“Não prevíamos uma queda tão grande. Foi maior do que a gente esperava. Mas é uma situação temporária. Acreditamos no setor e que grandes coisas ainda irão acontecer”, disse.

Apesar disso, Cesar Di Luca acredita que 2014 e também 2015 serão “anos bons”, semelhantes aos dos anos de 2011 e 2012, que vem sendo mencionados pelos representantes da indústria como base de comparação para as expectativas deste ano. Segundo ele, a participação da companhia no mercado tende a aumentar. Neste ano, a Case deve terminar com um share de 18% em colheitadeiras e 8% em tratores. No ano que vem, deve chegar a 20% e 10%, respectivamente.

Questionado sobre a situação econômica do Brasil e os efeitos que pode ter sobre os negócios, o diretor comercial da Case reiterou o discurso otimista. Disse que, quando se considera as perspectivas para o agronegócio e para o papel do Brasil no mercado global, o cenário é favorável.

“Todos os gráficos mostram crescimento, que acaba deixando em segundo plano as questões de curto prazo no Brasil. Daqui até 2020 o Brasil vai ser um país completamente diferente e todos nós vamos participar quando isso acontecer”, disse.

Fonte: Revista Globo Rural





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