Custos indicam a hora da troca

FNM




Seja caminhão, ônibus ou vans, quem trabalha com frotas deve ficar atento aos critérios para mudança. Atualmente, as empresas fazem a substituições dos seus veículos de acordo com o mercado e com a verba disponível para a troca. Ainda sim é preciso identificar a necessidade para avaliar a questão do custo benefício.

De acordo com o diretor técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), Neuto Gonçalves dos Reis, cada companhia deve fazer acompanhamento dos custos com a frota para chegar a essa substituição. “Em geral, muitos seguem o que determina o mercado. Porém, acompanhar os custos com os veículos é o que determina isso. Você tem o custo da depreciação que diminui com a idade e o de manutenção que aumenta com o tempo”.

Neuto complementa que a soma desses custos resulta no ponto de substituição recomendado para a frota. “O resultado desse somatório vai gerar uma curva que desce, depois segue a crescer. Quando ela chegar ao percentual mínimo, é o ponto ideal. Em nossa frota, baseado nesse cálculo de custos, determinamos alguns padrões internos para substituição como 60 meses para veículos médios leves e 72 meses para veículos pesados”.

Para o diretor técnico, não há regras para a renovação das frotas, e sim, critérios de avaliação para que sigam em segurança. “Algumas frotas tem veículos com mais de quatro anos, mas que tem manutenção regular e circulam com segurança. Já os que seguem sem esse acompanhar devem ser substituídos. De modo geral, é preciso sempre observar como estão se comportando os custos com aquele veículo”.

O mercado local de vans, em geral, segue alguns períodos recomendados para renovação. “Dividimos a categoria por segmentação. Para os escolares e minivans utilizadas para o mercado de turismo, a indicação é entre dois ou três anos. Para as empresas que usam furgões, a indicação é entre três ou quatro anos, ou 200 mil quilômetros”, explica Paulo Eduardo, consultor de vendas da Eurovia Renault.

Ele acrescenta os períodos de troca de veículos em Fortaleza. “Entre outubro e janeiro, para veículos escolares; de março a abril ou de setembro a outubro para minivans; e em fevereiro, após o fechamento do final de ano, para furgões. Esse não é padrão, mais a maioria dos frotistas locais seguem os intervalos devido período de alta estação de cada segmento”. Eduardo reitera que antes da nova compra é preciso levar em consideração os modelos com mais de quatro anos, que necessitam um pouco mais de atenção.

Novos caminhões

Entidades da cadeia automotiva apresentaram ao Governo Federal um projeto para renovação de caminhões, o Programa Nacional de Renovação de Frota, que projeta a substituição de 30 mil unidades por ano, ao longo de 10 anos.

A proposta consiste na entrega de caminhões com mais de 30 anos a centros de reciclagem. O caminhoneiro autônomo receberia um crédito tributário de 30 mil para aquisição de um novo caminhão em condições e descontos especiais. De acordo com estudos das dez instituições participantes, cerca de 230 mil caminhões com mais de trinta décadas circulam pelo país e estão envolvidos em 25% dos acidentes graves.

O projeto, ainda em análise pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Casa Civil, como uma alternativa para modernizar a frota no País. O resultado está previsto para ser divulgado ainda este mês após o período eleitoral.

Fonte: O Povo





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