Kombis restauradas podem chegar aos 300 mil euros

por Blog do Caminhoneiro

A restauração das Volkswagen Kombi, começou há nove anos como uma brincadeira para António Rodrigues, mas é hoje um negócio cada vez mais procurado. A Vintage Vans, no Seixal, em Portugal, dedica-se exclusivamente à restauração de ‘pães de forma’, cuja fabricação se iniciou nos anos 1950.

“Nunca foi um projeto pensado de raiz. Começou devagarinho e a determinada altura começou a haver muitas solicitações e começamos a fazer disto um negócio”, recordou António Rodrigues, o dono da oficina. A procura é muita, falando que nos últimos cinco anos evoluiu muito.

Os trabalhos da Vintage Vans são requisitados sobretudo por colecionadores, embora também já tenham aparecido algumas empresas, que querem utilizar as peruas para fazerem campanhas móveis.

A restauração completa demora cerca de um ano, o que se explica com um processo que passa por desmanchar o veículo, desencapar tudo, e reparar tudo o que for necessário, recuperar a parte mecânica, pintar, reparar estofados, entre outros.

“Estamos falando de um carro 100% restaurado”, algo que custará entre os 70 e os 100 mil euros, mas poderá custar até 300 mil euros.

Os preços podem parecer elevados, mas António Rodrigues garante que “só assim se pode conceber uma restauração de um carro”.

“Falo destes valores e as pessoas chocam-se”, disse, comentando que “é possível por um carro destes para andar por 15 ou 20 mil euros, não se pode dizer que é um carro restaurado”.

“Recorremos a estofados que são fabricados nos Estados Unidos, que é a única empresa que faz estofados iguais aos originais, e um sem número de peças que são todas tratadas uma a uma. Para restaurar tudo são muitas peças e é muito trabalho, muita mão-de-obra”, disse.

António Rodrigues garante que vale a pena o investimento, já que as Kombis “ficarão iguais ou melhores que novos”.

“Antes eram utilizados outro tipo de materiais, em termos mecânicos eram melhores seguramente, em termos de preparação de chapa e de pintura tenho algumas dúvidas”, disse.

Hoje trabalham na Vintage Vans oito pessoas. No início era apenas António Rodrigues, que “não tinha formação em mecânica”.

“Não se aprende sozinho. Com quem sabe, vai-se aprendendo. Lê-se, procura-se. Hoje com a Internet é um mundo de informação, se a gente tiver boa vontade e gostar é relativamente fácil aprender”, disse, referindo que no caso das Kombi “é tudo mecânica, não é como os carros de hoje em que é tudo eletrônica”.

O modelo Kombi da Volskwagen começou a ser vendido em 1950. Em 1979 deixou de ser produzido no seu país de origem, a Alemanha, o que foi acontecendo também nos outros países que o fabricavam.

Restou o Brasil, que fabricou o modelo até ao ano passado, quando o fabricante foi forçado a interromper a produção por causa da nova legislação brasileira, que obriga os veículos a disporem de airbags e sistema ABS.

Fonte: Auto Portal

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