Na Nigéria, uma nova cidade surge ao mar

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Às 10 da noite, a maioria dos caminhões está estacionada dentro dos portões do enorme canteiro de obras do Eko Atlantic. Iluminados pelos postes, vários motoristas muçulmanos rezam, enquanto outros estendem tapetes ­diretamente sobre o chão e se cobrem. Matthew Ude está se preparando para dormir. Como faz todos os dias, ele dirige seu Volvo FMX até a pedreira, 150 km a nordeste de Lagos, para coletar blocos de granito para a muralha de proteção de oito quilômetros que separa Eko Atlantic do mar.

O Eko Atlantic está destinado a ser a Lagos do futuro. Distritos comerciais e residenciais serão reunidos em uma península artifi­cial de 10 km² que está sendo construída bem ao lado da área conhecida como Victoria Island. A muralha de proteção foi projetada para resistir às piores tempestades, e seu interior está sendo preenchido com areia dragada do mar.

O nome “Eko” vem do idioma local, o iorubá, e signi­fica “povo da ilha de Lagos” – os primeiros habitantes do lugar.

Volvo (2)Matthew deixa o canteiro do Eko Atlantic às 4 da manhã, seis dias por semana. A estrada de cascalho que leva à pedreira é cercada por uma vegetação densa.

Quando Matthew e seu assistente Gi Mwaele terminam o carregamento, precisam pesar o caminhão na saída e seguir viagem para Lagos. Às 2h30 da tarde o trânsito está bem mais pesado. São necessárias quatro horas para retornar ao Eko Atlantic e Matthew sabe que anoitecerá antes que ele chegue.

Volvo (3)O dia passa rapidamente e, quando Matthew chega ao canteiro do Eko Atlantic, já é noite. Uma longa ­fila de caminhões se dirige ao cais para descarregar no ponto em que a muralha de proteção encontra o mar.

Sob o holofote, Matthew aguarda sua vez de descarregar os blocos de granito no mar. As ondas quebram ritmicamente na muralha e, mesmo com a temperatura mais baixa, o ar ainda está quente, salgado e úmido. Da costa, apenas algumas luzes tímidas de Lagos podem ser vistas.

Volvo (4)O dia de trabalho terminou. Atrás do seu banco, Matthew abriu uma trouxa que usa à noite para cobrir os dois bancos da cabine, onde ele dorme. Às quatro da manhã, ele já está pronto novamente para começar o dia. É quando o primeiro caminhão deixa o Eko Atlantic e ruma para o norte.

Fonte: Revista Eu Rodo – Volvo





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