Renovação de frotas – Implementos rodoviários

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O setor de implementos rodoviários foi incluído nos Programas de Renovação de Frota e no Mais Alimentos. Mas, apesar da boa notícia, o segmento deve fechar 2014 com retração nas vendas e desempenho abaixo do esperado.

Os implementos rodoviários, segmento também estratégico para a cadeia produtiva do Brasil, obteve uma importante conquista que poderá contribuir para amenizar as perdas que o setor deve registrar neste ano.

O Governo incluiu os implementos rodoviários no programa de renovação de frota do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e na linha de financiamento para pequenos produtores rurais Mais Alimentos, que integra o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

A inclusão integrava a pauta de reivindicações do segmento junto ao Governo, e representa a entrada da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) como membro participante das discussões em torno dos detalhes do programa, que incluem o destino dos equipamentos retirados de serviço e os incentivos que serão concedidos para a renovação efetiva da frota.

Apesar da boa notícia, o segmento não espera que a medida reverta o resultado negativo estimado para este ano. Segundo Alcides Braga, presidente da Anfir, o setor está caminhando para uma retração em tor¬no de 10% em 2014.

As vendas de implementos rodoviários de janeiro a julho de 2014 ficaram 9,01% abaixo do registrado no mesmo período de 2013. Em sete meses, a indústria fabricou 91.304 unidades ante 100.349 produtos em igual período do ano passado.

“O impacto do programa de renovação de frota, ainda em 2014, deverá ser bem pequeno, pois os detalhes do programa estão sendo discutidos, incluindo-se aí os incentivos. Já na linha de incentivo ao produtor rural, esperamos uma rea¬ção melhor, porém, sem efeito para reverter o quadro atual. Como a medida de inclusão do implemento rodoviário no programa foi tomada no final de julho, ainda é cedo para quantificarmos seu efeito positivo”, declarou Braga.

O presidente reconhece que os incentivos concedidos pelo Governo, dentro do programa PSI/Finame, são muito bons e, de fato, têm ajudado às vendas do setor. Po¬rém, em um ambiente de economia desa-quecida, as taxas de juros favoráveis para a aquisição de implementos rodoviários apenas reduzem o impacto negativo.

“Por se tratar de um setor muito ligado aos demais segmentos da economia (agricultura, indústria e comércio), a indústria de implementos rodoviários se beneficia do desempenho dos demais. Assim, acreditamos que as medidas que façam reverter a curva negativa na per¬formance da economia brasileira , considerando o cenário atual com PSI/Finame favorável às atividades do setor, deverão trazer reflexos positivos à indústria de implementos rodoviários”, analisa.

Enquanto esperam por uma recuperação da economia, as empresas tentam ajustes para passar por esse período de crise. “Cada empresa que compõe o segmento de implementos rodoviários tem procurado se ajustar aos tempos atuais quando as vendas estão em queda. A Anfir faz sua parte abrindo novas oportunidades para o setor”, garante Braga.

Demanda reprimida

A entidade acredita que há demanda repri¬mida por produtos mais eficientes. “O mercado busca produtividade. E implementos rodoviários modernos representam transporte seguro e mais carga por operação. Nesse aspecto, o benefício varia conforme

o produto, mas, minimamente, entendemos que há um ganho de cerca de 5%, o que é bastante representativo na operação”, acrescenta.

Para 2015, a Anfir acredita que, diante da situação das contas públicas, seja qual for o novo presidente da República, o Governo precisará fazer ajustes orçamentários, reduzindo gastos, inclusive, com investimentos e incentivos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em junho, o desempenho industrial recuou 1,4%. O desempenho do superávit primário caiu em 12 meses de R$ 76 bilhões em maio para R$ 68,528 bilhões em junho de 2014. No acumu¬lado do ano, o superávit primário é de R$ 29,380 bilhões, resultado menor do que os R$ 52,158 bi vistos nos seis primeiros meses de 2013.

“A Anfir trabalha com a possibilidade de redução na capacidade de gastar do Governo, atendendo à pressão do seu balanço negativo, o que trará reflexos que serão sentidos na indústria”, pontua o presidente.

Números por segmento

O segmento de Reboques e semirreboques (Pesado) apresentou de janeiro a julho de 2014 vendas 14,02% abaixo das registradas no mesmo período de 2013: 33.330 unidades ante 38.766 produtos comercializados.

No segmento de Carroceria sobre chassis (Leve), a retração foi de 5,86%. As vendas de janeiro a julho totalizaram 57.974 unidades, contra 61.583 produtos entregues no mesmo período de 2013.

Fonte: Editora Na Boleia Texto de Madalena Almeida





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