Tratores de média e baixa potência

Sem deixar de lado os equipamentos de maior porte, as grandes empresas de maquinário agrícola estão se voltando para tratores de pequeno e médio porte com “novas gerações” de produtos. O movimento fica evidente ao se observar as novidades apresentadas na Expointer, em Esteio (RS), boa parte envolvendo este segmento.

A Case, do Grupo CNH, disputa o mercado com três novos modelos da linha chamada de Farmall, com tratores entre 110 e 130 cavalos de potência, com a aposta na conciliação entre força e facilidade de operação. Segundo o diretor nacional de vendas, Cesar Di Luca, cerca de 25% do mercado de tratores está nessa faixa de potência e a empresa tem uma pequena parcela. “Queremos chegar a 10% nos próximo três anos”, diz.

A tendência, na avaliação da companhia é a de que a tecnologia dos equipamentos maiores e de maior potência “desça” para os de menor porte. “À medida que está se profissionalizando, o agricultor, inclusive o familiar, ele começa a questionar consumo, conforto, ergonomia”, explica o diretor de Marketing para América Latina, Rafael Miotto.

Também do Grupo CNH, a New Holland apresenta a linha chamada de T6, também com motorização variando entre 110 e 130 cavalos. A promessa da companhia aos agricultores é de economia de combustível na operação dos implementos.

O vice-presidente da empresa para a América Latina, Alessandro Maritano, não fala em uma “retomada” da atenção da indústria para a média potência, mas reconhece que havia uma defasagem no segmento, importante no mercado brasileiro.

“Nas outras gamas, a gente já lançou tudo o que é modelo novo. O que estamos enfocando hoje é em um gap de produto que a gente tinha. Sempre teve essa importância, mas o restante da gama de tratores a gente já tinha trocado”, afimou.

Já no Grupo AGCO, a Valtra trouxe à Expointer máquinas de potência ainda menor, com variações de potência entre 66 e 95 cavalos. Com a segunda geração da Série A e a chamada Série A Fruteiro, a aposta da empresa está no conforto operacional, baixo custo de manutenção e menor consumo de combustível. “A Série A estava defasada tecnologicamente. Estava na hora da gente dar mais carinho a esta faixa de potência”, explica o gerente de produto da AGCO, Jak Torreta.

Além da “defasagem” de tecnologia e da própria busca do pequeno produtor por melhorar seu equipamento no campo, a maior atenção aos tratores de média e baixa potência também está relacionada à maior facilidade de acesso, reconhece o diretor comercial da Valtra, Paulo Beraldi. “Com todos esses programas governamentais para que o agricultor possa adquirir sua máquina, ao pequeno agricultor, fez com que houvesse uma evolução no campo.”

Na outra grande fabricante do grupo, a Massey Ferguson, não é diferente. Entre as novidades apresentadas na Expointer, está a nova série chamada de MF 6700, com potências que variam entre 112 e 132 cavalos. A promessa da empresa é no sistema de transmissão que vindo do segmento de alta potência.

“À medida que esse pequeno agricultor aumenta a sua renda, ele quer um trator melhor”, afirma Carlito Eckert, diretor nacional de vendas da Massey Ferguson.

O diretor nacional de vendas da John Deere, Rodrigo Junqueira, tem pensamento semelhante, ao destacar a importância da linha de média potência. “É um exemplo claro da tendência de aumentar a tecnologia, com produtores saindo de 90 cavalos e indo para os 110, 120, 130.”

Entre os menores, a empresa apresenta na feira mudanças em uma geração de tratores entre 78 e 90 cavalos, além do 5075EF, com foco na produção de frutas. Produzida no Brasil, a máquina tem potência de 75 cavalos e promete facilidade de operação em locais de difícil acesso.

Maiores

Nas linhas maiores, uma das apostas da New Holland está em um pulverizador com motor de 165 cavalos de potência com a promessa de mais eficiência e sistema de tração eficiente.

Além dos equipamentos, a Case traz um conceito de eficiência no uso da energia em colheitadeiras, tratores e pulverizadores. A idéia passará a ser aplicada nos novos produtos a serem desenvolvidos pela companhia. A expectativa é de que até 2017, todo o portfólio da marca esteja equipado com pelo menos um item associado ao novo conceito.

Entre as novidades apresentadas pela John Deere, está uma colheitadeira de arroz da chamada Série S. A promessa é de versatilidade, já que a máquina pode ser adaptada para a colheita de outras culturas, como a soja.

Na Valtra, um dos lançamentos é uma colheitadeira de grãos de classe 8. Segundo a companhia, a máquina promete maior taxa de descarga de grãos e economia de combustível.

A aposta da Massey entre as grandes máquinas também é em uma colheitadeira, com 510 cavalos de potência. A promessa também é de alta taxa de descarga de grãos, além de eficiência na limpeza.

Fonte: Globo Rural





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