2015 verá início da renovação de frota de caminhões

caminhao antigo - mercedes-benz




A partir do próximo ano o Brasil terá, enfim, seu programa de renovação de frota de caminhões – que incluirá fabricantes de veículos e de implementos rodoviários. A informação foi revelada com exclusividade por Mário Rinaldi, diretor executivo da Anfir, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2015, realizado terça-feira, 14, na sede da Fecomercio, em São Paulo.

“O pleito vem de tempos, mas agora é certeza absoluta. Já conseguimos muitos avanços. Talvez a lei que regulamenta o programa saia ainda este ano e seu início é certo para 2015.”

Segundo Rinaldi o programa está sendo costurado junto aos ministérios do Desenvolvimento e da Fazenda. “É trabalhoso, mas terá impactos muito positivos ao setor: projetamos a venda de 20 mil implementos a mais, alta de 14% na produção.”

Neste ano o executivo projeta baixa de 12% nas vendas de implementos, considerando tanto a linha leve quanto pesada. “Mas isso não nos assusta, pois partimos de altos volumes no ano passado. Pensamos, sim, nos possíveis impactos de alta nos juros do Finame para o próximo ano, pois o segmento é sensível.”

Rinaldi participou de painel sobre perspectivas para implementos, que incluiu carroçarias de ônibus e rebocados. Paulo Corso, diretor de operações comerciais da Marcopolo, ressaltou, por seu lado, que para os ônibus rodoviários está mais difícil ver a luz no fim do túnel: “A liberação da concessão do transporte rodoviário já veio, mas a regulamentação ainda não, o que prejudica muito os nossos negócios, visto que temos participação de 60% no segmento”.

Tânia Pires de Souza, gerente corporativa de comunicação e marketing da Caio, que também enfrenta dificuldades nas vendas de ônibus urbanos, prevê baixa de 15% neste ano ante 2013. Para ela além do atraso na oficialização das regras do Finame, no início do ano, a postergação do reajuste de tarifas nos grandes centros arrefeceu as compras.“Estimamos que o próximo ano seja estável em relação a este.”

Corso concluiu que mesmo com arestas a aparar nos próximos anos, o crescimento virá. “O segmento continuará crescendo, visto que tem importância no cenário econômico brasileiro e de transporte.”

Fonte: AutoData





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