Deere quer alcançar Caterpillar no Brasil

john deere

Com os preços das commodities em queda, fabricantes de equipamentos agrícolas e de construção enfrentam um desafio crescente para ganhar mercado nos países emergentes. O maior exemplo é a Deere, que pretende ser um dos três principais produtores de máquinas de construção e de reflorestamento no Brasil até 2018, às custas da Caterpillar. As ações da Deere, que tiveram forte alta neste ano, mas já voltaram para níveis de um ano atrás, estão sendo negociadas perto de US$ 82 na bolsa americana. A analista do J.P.Morgan, Ann Duignan, prevê um preço-alvo de US$ 83 para a ação.

Mas, na semana passada, ela visitou as fábricas e um grande revendedor da Deere no Brasil e questiona se, considerando a concorrência, os investimentos da empresa americana no país irão dar o retorno esperado aos acionistas. A Deere está investindo US$ 124 milhões e a Hitachi outros US$ 56 milhões no Brasil. Duignan escreve:

“Um revendedor de equipamentos florestais e de construção observou que o faturamento foi de R$ 75 milhões em 2013, estimados R$ 155 milhões em 2014 e que a empresa está projetando R$ 290 milhões em 2015 (um crescimento composto perto de 100% em dois anos). A maior parte desse crescimento deve ocorrer às custas da Caterpillar, uma vez que os maiores clientes estão buscando opções. O revendedor disse também que, com o crescimento do negócio, o mercado de equipamentos usados terá que se desenvolver porque os altos custos tornam quase impossível a exportação dessas máquinas. A Caterpillar é a líder do setor de equipamentos para construção e reflorestamento na região, possuindo a maior participação de mercado nas duas principais categorias de equipamento […]”

E, “em 2012, entre os 15 participantes do setor de escavadeiras no Brasil, a fatia da Deere ficou na 15ª posição”. Ela terá que ir de um volume de cinco escavadeiras em 2012 para mais de 700 para estar entre os três maiores. A Deere terá que concorrer com empresas chinesas competitivas como XCMG, Sany, Liugong e a firma britânica de capital fechado JCB, além de empresas com maior presença como Caterpillar, Komatsu, Volvo, Doosan e Hyundai.”

“No segmento de pás carregadeiras, o objetivo é certamente ainda mais difícil, já que a Deere estava na 18ª posição. A empresa vai ter que vender mais de 1.200 unidades por ano para ficar entre as três primeiras. Além disso, há muito mais concorrentes chineses no setor de pás carregadeiras e a Deere teria que ultrapassar nomes como Volvo (que também possui uma marca chinesa de preços menores, a SDLG) e a própria Caterpillar (com sua marca SEM),” escreve Duignan.

Nos Estados Unidos, os produtores estão esperando lucros menores em 2015 e equipamentos são um dos primeiros investimentos que eles podem cortar, notou recentemente Bill Alpert numa outra matéria do semanário Barron’s, que previu problemas para a Deere, Potash e Monsanto, entre outras empresas. O artigo disse:

“A idade média dos tratores e colheitadeiras nos EUA é a menor em décadas, graças à enxurrada recente de lucros — lucros esses que fabricantes como a Deere incentivaram os produtores a gastar trocando anualmente seus tratores.”

Fonte: The Wall Street Journal

QUER RECEBER NOSSOS CONTEÚDOS NO SEU WHATSAPP?
MANDE UMA MENSAGEM COM SEU NOME CLICANDO NO NÚMERO

042-98800-6519





RECEBA NOSSOS CONTEÚDOS NO E-MAIL

Seu e-mail (obrigatório)


Deixe sua opinião sobre o assunto!